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PESQUISA E INOVAÇÃO

Brasil busca reduzir desigualdades tecnológicas para impulsionar transição sustentável

GT de Pesquisa e Inovação delineia um plano para promover a transferência de tecnologia entre países do Sul Global e impulsionar medidas de inovação aberta para a descarbonização da economia, proteção da Amazônia, promoção do acesso à saúde e diversidade na ciência e tecnologia. Coordenado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), grupo se reuniu nesta semana, em Brasília, por videoconferência.

08/02/2024 18:01 - Modificado há 2 anos
Márcia Barbosa, secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI e coordenadora do GT e Paulo Afonso, da assessoria especial de assuntos internacionais do ministério | Foto: Luara Baggi (ASCOM/MCTI)

A desigualdade no acesso à tecnologia limita os processos de transição sustentável. Esta premissa guia as ações do grupo de trabalho de Pesquisa e Inovação da Trilha de Sherpas do G20, que realizou sua primeira reunião de alinhamento esta semana, em Brasília, por videoconferência. O GT, coordenado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), apresentou o plano de trabalho que tem como prioridades a transferência de tecnologia entre países do Sul Global e medidas de inovação aberta para descarbonização da economia, ampliar o direito e acesso à saúde, promover a Amazônia sustentável e a diversidade para enfrentar as desigualdades.  

“O Brasil traz para o G20 o debate sobre uma sociedade mais igual e biodiversidade, através de inovação para esse um novo tipo de desenvolvimento, que não vem para queimar o planeta, mas que leva em conta o social, o econômico e a sustentabilidade”, declarou Márcia Barbosa, secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI e coordenadora do GT. 

De acordo com Paulo Afonso, da assessoria especial de assuntos internacionais do MCTI, o grupo discutiu as prioridades e as possibilidades de articulação com outros GTs do fórum e avançar para o refinamento. As propostas brasileiras foram bem aceitas pelos países-membros, com destaque para os debates sobre inovação aberta para a defesa e proteção da floresta amazônica e para enfrentar as desigualdades em ciência e tecnologia.

Márcia Barbosa defende que o GT tem o trabalho desafiador de articular os “todos os olhares” para produzir conhecimento tanto a partir da lógica dos países desenvolvidos como do Sul Global e experiências locais e dos povos originários. A coordenadora do grupo contou que a ideia é construir instrumentos globais que apoiem a produção e o monitoramento de políticas públicas em C & T nos países do fórum. 

“Precisamos ter uma ciência mais igual, uma ciência que não discrimine, que tenha todos os olhares, que olhe o conhecimento europeu, o desconhecimento estadunidense, mas também olhe o conhecimento local, o conhecimento dos povos originários” reforçou a coordenadora do GT no MCTI.