Boletim G20 Ed. 86 - G20 discute ação conjunta para reduzir desigualdades econômicas globais
Em reunião do GT sobre Economia Global, países-membros do fórum concordaram sobre a urgência de políticas econômicas para reduzir as desigualdades. Debates em Brasília abordaram temas como taxação dos super-ricos e o alinhamento entre indicadores sociais e econômicos para mapear a realidade das pessoas no mundo. Ouça e saiba mais!
Repórter: Os impactos socioeconômicos das desigualdades, políticas públicas aliadas ao crescimento econômico e à distribuição de renda, e a cooperação internacional para a taxação dos super-ricos. Esses foram os principais temas das discussões do grupo de trabalho sobre Economia Global do G20, que aconteceram nesta semana em Brasília. De acordo com Cyntia Azevedo, chefe-adjunta do Departamento de Assuntos Internacionais do Banco Central do Brasil (BCB), o debate foi produtivo e os países-membros já estão traçando as entregas para a reunião de líderes, em novembro deste ano.
Cyntia Azevedo: A reunião teve um início que é tradicional, que é falar muito sobre o panorama econômico global, os impactos macroeconômicos da desigualdade. Então isso é um dos temas prioritários da presidência brasileira para esse grupo de economia global. A gente teve uma discussão que foi muito rica com as experiências dos países relacionados com recomendações de políticas ao tratamento da desigualdade, reformas estruturais, questões dos impactos da produtividade sobre a desigualdade. De uma maneira geral, foi um debate muito rico.
Repórter: Júlia Braga, subsecretaria de Acompanhamento Macroeconômico e Política Comercial do Ministério da Fazenda (MF), destacou que os países compartilharam suas visões sobre como a desigualdade pode ser um critério para a adoção de políticas econômicas e, em especial, políticas fiscais. Júlia explicou que houve consenso de que essas medidas precisam ser voltadas para o crescimento sustentável e de distribuição de renda.
Júlia Braga: É importante considerar o padrão distributivo do crescimento. Um crescimento econômico de 3%, 4%, 5%, que só afetam as camadas mais altas da sociedade, é diferente de um crescimento de 3%, 4%, 5%, que seja benéfico para toda a sociedade. Então houve um entendimento de que a desigualdade é sim um critério importante. Então existem diversas medidas para tratar a desigualdade, tanto a desigualdade da renda do trabalho quanto desigualdades que incluam o topo da pirâmide social, os milionários.
Repórter: As especialistas pontuam que o GT conta com o apoio de organizações internacionais para a identificação dos indicadores globais sobre desigualdades, ainda durante o mandato brasileiro no G20.
