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Boletim G20 Ed. 85 - Países do G20 debatem políticas para igualdade salarial entre homens e mulheres

Investir em políticas públicas contra discriminação no mercado de trabalho é considerado estratégico para acabar com as diferenças salariais no cenário global. Ouça e saiba mais!

29/03/2024 18:00 - Modificado há 2 anos

Repórter: Durante as reuniões do Grupo de Trabalho sobre Emprego do G20, com a participação de representantes dos países-membros e convidados, o tema da igualdade salarial entre homens e mulheres foi ponto central das discussões. Conforme a chefe da assessoria internacional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Maíra Lacerda, os participantes expressaram otimismo quanto aos resultados do encontro. Ela destacou o apoio internacional às prioridades apresentadas pelo Brasil. Mas, ressaltou a importância contínua do debate sobre gênero e a implementação efetiva de políticas para garantir a igualdade no mercado de trabalho e na sociedade como um todo.

Maíra Lacerda: A gente está pedindo que trabalho igual receba remuneração igual. Os números não mentem. Os relatórios dos organismos internacionais que são imparciais, como a OCDE e a OIT, mostram que existe uma lacuna muito grande entre pagamentos e a participação no mercado de trabalho. Existe, sim, o que a gente chama de divisão sexual do trabalho. A política de cuidado poderia resolver questões como emprego, movimentação da economia, porque, no final das contas, a gente vai proteger as pessoas, os trabalhadores.

Repórter: Entre os exemplos citados pela  chefe da assessoria está a Lei da Igualdade Salarial, sancionada em julho de 2023 pelo atual governo brasileiro, que visa garantir salários iguais para homens e mulheres desempenhando o mesmo trabalho. Representantes da Austrália e do Canadá também apresentaram dados que mostram que seus países também enfrentam esse problema.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, alertou para a falta de boas práticas no mercado de trabalho por parte das empresas e governantes. Ele argumentou que o Brasil tem experiências positivas a oferecer, especialmente no que diz respeito ao crescimento econômico e à distribuição de renda. 

Luiz Marinho: O mundo está carente de boas práticas no mercado de trabalho. Esse é o recado do Brasil, com crescimento do salário, o combate à discriminação, todo o processo de discriminação, em particular contra as mulheres. Ano passado geramos quase 1,5 milhão de empregos formais. Nos dois primeiros meses deste ano chegamos a quase meio milhão, para dar sustentabilidade ao crescimento da economia. Acho que é uma boa experiência para sugerir ao mundo”, pontua. 

Repórter: O ministro Luiz Marinho também defendeu dispositivos que tornem as empresas responsáveis por eliminar a diferença salarial entre homens e mulheres. 

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