Boletim G20 Ed. 84 - Grupo de Trabalho do G20 impulsiona iniciativas anticorrupção no setor privado
Balanço do GT Anticorrupção do G20 destaca a negociação de documentos técnicos e trocas de experiências de estímulo à integridade pública e privada que contribuam com a redução das desigualdades e a promoção do desenvolvimento sustentável. Ouça e saiba mais!
Repórter: O Brasil, no contexto da presidência do G20, está liderando esforços para promover o combate à corrupção e a promoção da integridade e reforçando a discussão de parâmetros no setor privado. O coordenador do Grupo de Trabalho Anticorrupção da Trilha de Sherpas, secretário de Integridade Privada da Controladoria-Geral da União (CGU), Marcelo Pontes Vianna, destaca a importância de estimular a integridade tanto no setor público quanto privado.
Marcelo Pontes Vianna: A mesma necessidade de a gente sensibilizar muito o setor privado, de qual é o papel deles, também como preventores à anticorrupção, integrados num grande movimento de promoção da integridade. Tenho orgulho de dizer que o Brasil tem sido um país como referência nesse segmento. Esse primeiro movimento mais consolidado foi dado no âmbito da ONU, onde nós tivemos êxito em aprovar uma resolução que justamente convoca os demais países a se espelhar muito na experiência brasileira de ter essa compreensão de que para combater a corrupção a gente precisa trabalhar tanto na promoção da integridade pública quanto na integridade privada.
Repórter: Entre as experiências do governo brasileiro citadas e reconhecidas internacionalmente, estão a Lei Anticorrupção, o Pacto Brasil pela Integridade Empresarial, o Painel Pró-Ética, da Controladoria-Geral da União, e na área de tecnologia, a Auditoria Preventiva em Licitações.
Durante as reuniões do Grupo de Trabalho Anticorrupção, na sede do G20 em Brasília, foram estabelecidas quatro prioridades fundamentais. A primeira visa promover um mundo mais justo e sustentável. A segunda prioridade concentra-se no desenvolvimento de princípios para promover a integridade no setor privado. A terceira busca fortalecer as organizações públicas. E a quarta visa aumentar a capacidade de recuperação de ativos desviados por atos corruptos.
A secretária de Integridade Pública da CGU, Izabela Correa, ressalta a relação entre o combate à corrupção e o desenvolvimento sustentável.
Izabela Moreira Correa: Nós queremos que essas organizações sejam íntegras, e um dos pilares da integridade é a anticorrupção. E ao ter bons desenhos de políticas públicas, elas consigam efetivamente chegar e atuar e mudar a vida das pessoas com base na impessoalidade, que conseguem então desenhar políticas públicas que vão chegar na ponta. Pensando em meio ambiente, então, nós tenhamos políticas que sejam políticas desenhadas com base em princípios de impessoalidade e que, portanto, tenham interesse público como prioritário.
Repórter: O Grupo de Trabalho Anticorrupção (GTAC) é coordenado pela Controladoria-Geral da União (CGU), em parceria com a Advocacia-Geral da União (AGU), Ministério da Justiça e Segurança Pública e Ministério das Relações Exteriores.
