Boletim G20 Ed. 222 - Autonomia tecnológica e inovação aberta: Brasil destaca caminhos para o desenvolvimento global no G20
Na primeira reunião ministerial do Grupo de Trabalho em Pesquisa e Inovação do G20, a ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, Luciana Santos, deu destaque à necessidade de uma maior simetria em acesso e produção de ciência e tecnologia no cenário internacional. Encontro, que termina nesta quinta (19), tem como eixo principal a inovação aberta. Ouça a reportagem e saiba mais.
Repórter: O Grupo de Trabalho em Pesquisa e Inovação do G20 realiza nesta quinta (19), em Manaus, capital do Amazonas, sua reunião de ministros após quatro fases de reuniões técnicas ao longo do ano. Após dois ciclos de encontros no modelo de Iniciativa do G20, nas presidências da Indonésia, em 2022, e da Índia, em 2023, esta é a primeira reunião ministerial da história da Pesquisa e Inovação no maior fórum de cooperação econômica internacional do mundo
O eixo principal de debates proposto pela coordenação brasileira é ousado: inovação aberta para um desenvolvimento justo e sustentável, com foco em cooperação internacional; neutralização de emissão de carbono; promoção de saúde global; proteção do meio ambiente e fomento à diversidade, equidade e acessibilidade em ciência, tecnologia e inovação. Luciana Santos, ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, salientou a importância do G20 neste caminho.
Luciana Santos: Nosso objetivo é avançar a construção de soluções para acesso e a transferência de tecnologia para países em desenvolvimento reduzindo desigualdades e promovendo o movimento econômico, inclusive justo e sustentável, O G20 é essencial para definir ações globais em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, abarcando desafios como descarbonização produção de vacinas e tecnologias emergentes, como a inteligência artificial.
Repórter: Por fim, a ministra também tratou do acesso a mercados de baixo carbono, com informações de um relatório que indica que países da América Latina e da África Subsariana podem perder a oportunidades no mercado pela falta de regras comerciais favoráveis e dos entraves na reforma dos direitos de propriedade intelectual. Os encaminhamentos da reunião serão levados à Cúpula de Líderes, em novembro, no Rio de Janeiro.
