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Fundaj promove reflexões sobre o papel da mulher na sociedade e atividades culturais em comemoração ao Dia Internacional da Mulher
A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) realizou, nesta terça-feira (10), o evento “Dia Internacional da Mulher: Reflexões sobre o Papel da Mulher na Sociedade”, no campus Gilberto Freyre, no bairro de Casa Forte. O evento, promovido pelo Núcleo de Educação, Cultura, Inclusão, Meio Ambiente e Diversidade em Direitos Humanos (NECIMADH) da Fundaj, contou com debates, momentos culturais e exibição do filme “Pérola”, estrelado por Drica Moraes, na sala Museu do Cinema da Fundação.
A programação matinal do evento foi realizada na sala Calouste Gulbenkian e teve início com uma mesa de abertura composta por Márcia Angela Aguiar, presidenta da Fundação Joaquim Nabuco; Aida Monteiro, coordenadora do NECIMADH e diretora de Planejamento e Administração (Diplad); Luciana Rosa Marques, diretora de Pesquisas Sociais (Dipes); Sylvia Couceiro, coordenadora de Pesquisa e Documentação, representando a Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca); Silvia Paes Barreto, servidora e representante da instituição no Comitê Permanente de Políticas para Mulheres no âmbito do Ministério da Educação; e José Amaro Barbosa, chefe de gabinete da Presidência da Fundaj.
A mesa reforçou o compromisso da Fundaj com o debate de questão de gênero, além de chamar atenção para a urgência de discutir o tema, diante das estatísticas de feminicídio e violência de gênero. Em sua fala de abertura, a presidenta da Fundaj defendeu o combate à opressão de gênero e desigualdades sociais como uma responsabilidade coletiva: “O processo de luta pela igualdade de direitos e respeito às diferenças é uma construção histórica. Todos nós temos que estar comprometidos com essas lutas. Esse debate, realizado em uma instituição pública, é um espaço para que sejam debatidas questões relevantes visando ao respeito à dignidade humana”.
“É um tema de extrema relevância e urgência para a construção de uma sociedade realmente democrática e inclusiva e evidencia que essa instituição cumpre com um de seus objetivos: educar em seu sentido mais amplo, nos seus diferentes níveis, formas e modalidades, para que tenhamos um Brasil onde as mulheres possam ser o que elas quiserem”, destacou ainda Aida Monteiro.
Em seguida, ocorreu o debate “O papel da mulher na sociedade”, com contribuições de Cristina Buarque, ex-secretária da Mulher de Pernambuco e servidora da Fundaj, e Fábia Lopes, gerente-geral de Políticas para Mulheres da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres de Camaragibe. A atividade foi mediada por Edneida Rabêlo Cavalcanti, coordenadora do Centro de Estudos em Dinâmicas Sociais e Territoriais (Cedist), da Diretoria de Pesquisa Sociais (Dipes) da Fundaj.
Em sua fala, Cristina Buarque fez um posicionamento contundente na defesa do feminismo e da necessidade de assumi-lo como bandeira, além de ressaltar a importância da luta de diversos grupos sociais. "Qual é o papel da mulher nesta sociedade? Essa é uma sociedade da insensatez, e o papel que as mulheres têm cumprido é o da sensatez com nossas lutas. Os pilares que constroem a sociedade são os grupos de pessoas que trazem no corpo o desejo da emancipação: os negros, as mulheres, os indígenas", pontuou.
O papel do feminismo na emancipação feminina também foi defendido por Fábia Lopes. “Eu sabia que no feminismo eu poderia encontrar um caminho, nem que fosse resistência, ao menos, que poderia me fortalecer dos impactos do machismo e do patriarcado na nossa vida pessoal e cotidiana. Foi aí que entendi que eu poderia ser protagonista da minha vida e não apenas aceitar aquilo que estava sendo posto como a última definição da nossa história”.
Também como parte da programação matinal, houve uma entrega de flores para a presidenta, em nome dos funcionários; sorteio de bolsas e uma apresentação musical com Sofia Souza, estagiária da Coordenação Geral de Comunicação da Fundaj (CGCOM/Fundaj). A artista cantou músicas associadas ao feminino e à defesa dos direitos das mulheres, como “Maria da Vila Matilde”, sucesso na voz de Elza Soares, e “Maria, Maria”, de Milton Nascimento.
À tarde, houve ainda uma sessão especial no Cinema da Fundação com a exibição do longa-metragem nacional “Pérola”. A sala Museu recebeu as participantes da atividade para assistirem ao filme de Murilo Benício e estrelado por Drica Moraes, que traz as memórias do ponto de vista do filho de uma matriarca após sua morte.
A programação especial do Dia Internacional da Mulher na Fundaj encerrou com uma atividade cultural e lanche coletivo no Espaço de Convivência. Com voz e violão, o servidor Marcondes de Oliveira trouxe em seu repertório musical canções como “Moça Bonita”, de Geraldo Azevedo, e “À Primeira Vista”, de Chico César.