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Fundaj encerra ciclo das celebrações dos 75 anos com entrega da Medalha Massangana
Homenagens, legado e memória. Assim foi marcada a noite desta segunda-feira (21) na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), que encerrou o ciclo de celebrações pelos seus 75 anos de história e importância no cenário nacional. A solenidade aconteceu no Auditório Benício Dias, no Campus Gilberto Freyre, Casa Forte, e contou com a presença de representantes dos governos federal, estadual e municipal, de entidades parceiras e da sociedade civil.
O evento marcou, mais do que uma celebração, o reconhecimento do legado construído pela instituição que se esforça para cumprir sua missão de ser uma instituição pública inclusiva e comprometida com a democracia social. “Hoje celebramos os 75 anos da Fundaj, uma instituição que faz parte da memória intelectual, cultural e social do Brasil e cuja história é marcada pelo compromisso com a ciência, cultura, educação e preservação da memória nacional”, iniciou a presidenta da instituição, Márcia Angela Aguiar em seu discurso solene.
A presidenta pontuou que muito feliz estaria o deputado Gilberto Freyre, que enfrentou resistência e oposição à época para ter aprovado na Câmara dos Deputados, em 1948, o projeto de criação do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais. “A Fundaj é fruto do esforço coletivo e da reafirmação do compromisso com a ciência, a inovação social e o fortalecimento do estado democrático de direito, além da ampliação do acesso à sociedade por meio da produção científica, dos acervos de memória e dos equipamentos culturais”, destacou.
Márcia Angela Aguiar, ressaltou, também que “no atual cenário de profundas mudanças geopolíticas e com ameaças globais , em que as instituições da República têm sido alvos de ataques e ingerência indevidas, a Fundação se posiciona com firmeza na defesa da soberania nacional.” Ao longo dos últimos meses, uma série de ações marcou as celebrações dos 75 anos da Fundação, por meio do Gabinete da Presidência e pelas diretorias de Pesquisas Sociais (Dipes), de Formação Profissional e Inovação (Difor), de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca) e de Planejamento e Administração (Diplad).
De seminários, eventos e exposições à inauguração do primeiro andar do Museu do Homem do Nordeste (Muhne), a instituição tem em sua marca o esforço contínuo de gerações por manter a pesquisa, as ciências, a educação e a arte em destaque. O secretário executivo de Gestão da Prefeitura do Recife, Dirceu Marroquim, participou da cerimônia representando o prefeito João Campos.
Homenagens
Os diretores e diretoras da Fundaj também celebraram os 75 anos da Instituição. “A Dipes remonta diretamente ao Instituto de Pesquisas Sociais e parte dessa base estruturou o compromisso da Fundaj com a produção de conhecimento para a sociedade brasileira”, destacou o diretor Wilson Fusco. Túlio Velho Barreto destacou as áreas de acervos, guarda, preservação e disponibilização, à área de cultura, que compõem os equipamentos culturais. “A Fundação tem sido pra mim uma universidade - cheguei muito jovem e me formei, ela foi decisiva para a minha formação”, disse.
A diretora Ana Abranches afirmou que “a Fundaj é uma instituição que apaixona” e celebrou as parcerias, que evidenciam uma instituição que busca intensificar sua inserção na sociedade. “Comemorar significa estar rememorando histórias, trazendo fatos e recompondo também a história”, completou a diretora Aida Monteiro.
Senadora da República por Pernambuco, Teresa Leitão contou sua relação com a instituição, desde o Muhne ao Cinema da Fundação, passando pelas parcerias institucionais ao longo dos anos. “Acompanhei de perto muitas trajetórias e eventos. E algo que sinto na Fundação cada vez que entro é o clima de preservação, de olhar para frente e de perspectiva, em um momento onde as instituições públicas devem reafirmar em alto e bom som seu papel estratégico de instituição pública de formar futuras e atuais gerações que buscam nessas instituições alguma resposta”, parabenizou a senadora, destacando, ainda, a contribuição da Fundaj na celebração do bicentenário da Confederação do Equador no Senado Federal e assinalou.
Medalha Massangana
Ao longo da Sessão Solene, a Fundação Joaquim Nabuco entregou a Medalha Massangana, homenageando personalidades e instituições importantes para o desenvolvimento do país e comprometidas com a educação, a ciência e a arte. Receberam a Medalha Massangana a senadora Teresa Leitão, a educadora e ex-secretária de Educação de Pernambuco, Silke Weber, o sociólogo Gilberto Freyre (in memorian), recebida por Gilberto Freyre Neto, Vivi Nabuco, em nome da família de Joaquim Nabuco, a Universidade Federal de Pernambuco, recebida pelo reitor Alfredo Macedo Gomes, a Universidade Federal Rural de Pernambuco, recebida pela reitora Maria José Sena, o Centro Josué de Castro, recebida pelo presidente Arlindo Soares, o secretário-executivo da Fundação Apolônio Salles de Desenvolvimento Educacional (Fadurpe), Fernando José Freire, o Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP), recebida por Dom José Luiz Sales, os pesquisadores da Fundaj Helenilda Cavalcanti, Tarcísio Quinamo e Isolda Belo da Fonte (in memoriam), e a servidora Maria Elisabeth Rodrigues Gomes de Mattos.
“Estou muito feliz em compartilhar dessa memória nesse momento”, celebrou, emocionada, Silke Weber, após ser ovacionada pelos presentes e agraciada com a Medalha pelas mãos da presidenta Márcia Angela, que ressaltou: “Silke é uma das intelectuais mais brilhantes no cenário nacional”.
Representando os servidores da instituição, a pesquisadora Helenilda Cavalcanti demonstrou gratidão e disse: “É perceber que algo significativo foi deixado como legado nesses mais de 30 anos de atividade como pesquisadora”. A pobreza, a miséria, a exclusão, a migração e o isolamento social foram seus campos de atuação na pesquisa ao longo das três décadas na Fundaj.
O evento de aniversário contou com apresentações culturais do Coral da Fundaj e do projeto Música em Movimento, que executou o hino nacional, cantado por Vanessa de Lacerda e acompanhado por Rui Freitas, no violão, e Jaderson Tenório, no clarinete.