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CULTURA
Fundaj contribui para projeto curatorial do terreiro Ilê Axé Ijexá Orixá Olufon, no sul da Bahia
Saberes ancestrais e museológicos em diálogo para preservação da memória: a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) marcou presença na Semana de Escuta do terreiro de matriz africana Ilê Axé Ijexá Orixá Olufon, em Itabuna, no sul da Bahia, realizada de 26 a 30 de março. O evento teve como foco a elaboração de um projeto curatorial para o Museu Ilê Lailai Ignez Mejigã, sobre a entidade religiosa. Além de comparecer às oficinas de diálogo museológico, Silvana Araújo, coordenadora de exposição do Museu do Homem do Nordeste (Muhne), prestigiou o lançamento público do documentário “Òfú Ifaradà: o sopro da resistência”, que retrata os 50 anos de história do terreiro, realizado no Centro de Cultura Adonias Filho, no último dia 28 de março.
Durante as atividades voltadas ao projeto museológico do terreiro, Silvana levou a experiência do Muhne com a reconfiguração de sua exposição, realizada após consulta pública, contribuindo com a elaboração do Museu Ilê Lailai Ignez Mejigã, que será montado no terreiro, com foco em sua história e aspectos culturais e religiosos. Por meio da participação nas oficinas de escuta, buscou-se definir um circuito expositivo para o equipamento cultural, em diálogo com personalidades como Ajará Deré, babalorixá do terreiro.
“Minha participação nos eventos promovidos pela Ijexá foi de grande aprendizado, sobre ancestralidade, memória e resistência de uma nação que foi fincada em Itabuna, Sul da Bahia, e se estende por todo território, unindo todas as casas Ijexá. Levo, também, propostas de parceria entre o Muhne e o Ijexá Olufun, para continuidade à construção dessa memória ancestral e trocas de saberes”, afirmou Silvana. A presidenta da Fundaj, Márcia Angela Aguiar, destacou a importância dessa colaboração que contribui para a preservação da memória ancestral.
O lançamento do documentário “Òfú Ifaradà: o sopro da resistência” contou com intervenção artística, roda de diálogo com a equipe e a exibição do filme, que compila memórias e vivências marcantes das cinco décadas de história do terreiro Ilê Axé Ijexá Orixá Olufon.