Notícias
RBSO
Programa traz benefícios à saúde de trabalhadoras da atenção básica
Para todos verem: Imagem com fundo claro. Em primeiro plano, ilustração de diversos trabalhadores da saúde, uns ao lado dos outros. No canto superior esquerdo, logomarca da RBSO. No lado oposto, faixa verde clara escrito em letras brancas “Artigo de Pesquisa”. Abaixo, texto em letras pretas centralizado “Intervenção de mudança de comportamento relacionada ao estilo de vida de trabalhadores da atenção básica à saúde: um estudo qualitativo”. Canto inferior direito, logomarca da Fundacentro.
Educação em saúde é uma estratégia viável e eficaz para auxiliar trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) a implementarem mudanças positivas na qualidade de vida. Oferecer insumos para que os profissionais rompam com as dificuldades da rotina laboral e incorporem bons hábitos e autocuidado mostrou-se fundamental, como demonstra o artigo Intervenção de mudança de comportamento relacionada ao estilo de vida de trabalhadores da atenção básica à saúde: um estudo qualitativo.
Publicada pela Revista Brasileira de Saúde Ocupacional (RBSO), a pesquisa revelou outro impacto positivo: melhoria na qualidade da assistência aos usuários do sistema de saúde. Isso porque muitas participantes se sentiram motivadas a multiplicar as informações adquiridas junto aos usuários.
A intervenção, conduzida por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Universidade de São Paulo (USP), contou com quatro encontros individuais de aproximadamente 40 minutos. Participaram 20 trabalhadoras da atenção básica à saúde (ABS), entre agentes comunitárias, enfermeiras, médicas e outras. Elas receberam orientações sobre alimentação saudável e prática de atividade física, materiais informativos e mensagens motivacionais diárias.
Além de dicas e benefícios, os encontros abordavam barreiras no processo de mudança de hábito, recaídas e pensamentos sabotadores que surgiam. Ao final da intervenção, as participantes responderam uma entrevista semiestruturada em que revelaram alto nível de satisfação com o programa, capaz de incentivar mudanças de comportamento e ampliar o conhecimento sobre saúde. Os pesquisadores submeteram os relatos à análise de conteúdo proposta por Laurence Bardin e Maria Cecília Minayo.
Apesar da avaliação positiva, sugeriram que futuras iniciativas tenham maior duração, incluam acompanhamento presencial e ofereçam suporte de profissionais especializados, como nutricionistas e educadores físicos.
O estudo destaca a escassez de produção acadêmica sobre a avaliação dessas intervenções e a carência de políticas públicas voltadas especificamente à saúde dos trabalhadores do SUS. Reforça ainda a importância de ações institucionais que promovam o autocuidado e melhorem a qualidade de vida desses profissionais.
A pesquisa foi baseada no trabalho de conclusão de curso de Marília Coelho, uma das autoras do artigo juntamente com Grace Angélica de Oliveira Gomes, Letícia Fernanda Belo, Andresa Pereira da Paixão, Lorena Jorge Lorenzi, Leandro Augusto Bisetto, Fábio Leandro da Silva, Maria Júlia da Cruz Souza, Nayara Formenton da Silva e Vivian Aline Mininel.
Saiba mais
Acesse os demais artigos do volume 50.
Acompanhe as publicações da RBSO nos sites da Fundacentro e do SciELO. Também é possível ter acesso pelo X ou pelo aplicativo da revista, disponível para os sistemas IOS e Android.
Texto:
Karina Penariol Sanches
Imagem:
Criada por IA no banco de imagens Freepik