Vida Pós Resgate apoia formação de associação de trabalhadores em Bonito/BA
Eles foram resgatados de trabalho análogo à escravidão em lavouras de café no Espírito Santo

A Fundacentro e a Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas (CTETP) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) participaram da assembleia de fundação da associação de trabalhadores resgatados de trabalho análogo à escravidão, em 2024, em lavouras de café no Espírito Santo.
A entidade, na cidade de Bonito/BA, tem como objetivo a criação de galinhas agroecológicas em regime semiextensivo. O coordenador de projetos da Fundacentro, Vitor Figueiras, apresentou o Vida Pós Resgate. Após a apresentação, houve sessão de dúvidas e debates, seguida da formalização da Associação Vida Pós Resgate em Bonito. Também foi elaborado e discutido o estatuto.
Participaram do evento, em 28 de abril, a coordenadora da CTETP/UFMG, Lívia Miraglia, a advogada Giovana Silveira, e os professores Anna Karina Rocha e José Allan Kardec Rodrigues, representantes da Clínica de Enfrentamento ao Trabalho Escravo da Uneb-Irecê (Universidade do Estado da Bahia).
“No dia seguinte, foram realizadas visitas aos terrenos escolhidos pelos associados a fim de analisar as condições necessárias para o início da produção. Serão duas unidades produtivas familiares em terrenos cedidos à associação em comodato gratuito", afirma Vitor Filgueiras.
Projeto da Fundacentro
O Vida Pós Resgate, formado por uma rede de instituições públicas, é um programa que fomenta e promove associações de trabalhadores resgatados para a produção de alimentos saudáveis em seus locais de origem.
Atualmente, a ação está em fase de expansão e busca novos grupos de trabalhadores resgatados, interessados em construir uma alternativa sustentável de vida, do ponto de vista social e ambiental. O objetivo é quebrar o ciclo vicioso de exploração extrema do trabalho escravo.
Texto:
Cristiane Oliveira Reimberg, a partir de material produzido pelo Vida Pós Resgate.