Exposição aguda à poluição atmosférica particulada respirável eleva risco de disfunção cardíaca
Estudo investiga associação entre composto aromático policíclico e fibrilação atrial

Camundongos neonatais expostos ao poluente químico 1,2-Naphthoquinone presente no ar enfrentam risco aumentado de desenvolver disfunção cardíaca, em especial fibrilação atrial, quando adultos jovens. É o que mostra o artigo Disruption of atrial rhythmicity by the air pollutant 1,2-Naphthoquinone: Role of beta-adrenergic and sensory receptors (Perturbação da ritmicidade atrial pelo poluente atmosférico 1,2-Naftoquinona: papel do beta-adrenérgico e receptores sensoriais).
O 1,2-Naphthoquinone é encontrado na queima de combustíveis fósseis, como o diesel, e suas partículas podem permanecer longo períodos no ar, sendo facilmente inaladas por seres humanos, sendo reconhecidamente prejudicial à saúde.
Apesar disso e dos diversos estudos que associam efeitos de poluentes no ar e doenças cardiovasculares, alguns inclusive indicando a maior vulnerabilidade de bebês e crianças pequenas, há uma lacuna de pesquisas sobre o potencial desse composto orgânico.
“Entender os mecanismos pelos quais 1,2-NQ induz disfunção atrial em camundongos pode abrir caminho para investigações semelhantes em humanos”, ressaltam os autores.
Segundo o artigo, a fibrilação atrial é umas das doenças cardíacas mais comuns e que mais prejuízos trazem ao paciente e ao sistema de saúde, dado o alto índice de morbidade e mortalidade. Entre os riscos associados estão tromboembolismo, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral.
O artigo publicado no periódico Biomolecules é de coautoria do pesquisador da Fundacentro, Walter dos Reis Pedreira Filho, com o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, a University of Texas Health Science Center at Houston e a School of Cardiovascular Medicine and Sciences, do King’s College London.
Leia o artigo completo no periódico Biomolecules.
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Texto:
Karina Penariol Sanches
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