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NANOTECNOLOGIAS

Ferramenta qualitativa controla riscos de nanomateriais

Tecnologista destaca os métodos que envolvem o princípio da precaução, a ampla participação de todos os envolvidos e o Control Banding
Publicado em 26/05/2021 13h45 Atualizado em 26/05/2021 13h56
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Em sua terceira edição, o ciclo de palestra sobre nanotecnologia trouxe o doutor em Engenharia de Produção e tecnologista da Fundacentro, Luís Renato Balbão Andrade, para abordar o tema “Ferramenta prática para a avaliação e controle de riscos envolvendo nanomateriais – Control Banding”.

De acordo com a União Europeia, são considerados nanomateriais as substâncias químicas ou materiais que constituem partículas com dimensões entre 1 e 100 nanomêtro, observando que 1 nm corresponde a 1 bilionésimo de metro.

“Existe uma lacuna no conhecimento sobre como esses nanomateriais se comportam quando entram em contato com o corpo humano e com o meio ambiente”, ressalta o tecnologista.

Com relação à manipulação dos nanomateriais e o seu controle de riscos, Luís Renato informa as três alternativas importantes para adotar: o princípio da precaução, a ampla participação de todos os envolvidos nas operações com nanomateriais e o Control Banding. “Como não temos métricas definidas ou consenso para medir os nanomateriais no ambiente de trabalho, bem como as ferramentas já definidas para isso e nem as formas para fazer a coleta. Hoje, utilizamos metodologias qualitativas de avaliação de risco”, salienta Balbão.

Baseando-se em estudos, Andrade explica que o princípio da precaução envolve duas formas básicas que são a estrita ‘primeiro não fazer mal’ e a ativa ‘fazer mais e não menos’. Além disso, a forma ativa ainda demanda seis componentes: ações de prevenção devem ser tomadas antes da certeza científica entre causa e efeito; objetivos devem ser definidos; alternativas devem ser procuradas e avaliadas; a responsabilidade financeira e as provas de segurança devem recair sobre os proponentes da nova tecnologia; o dever de monitorar, compreender, investigar, informar e agir deve ser aceito; o desenvolvimento completo de métodos e critérios de tomada de decisão mais democráticos devem ser fomentados.

Nas metodologias qualitativas, aplica-se a ferramenta do Control Banding (CB) que faz parte da gestão de riscos. “Trata-se de uma ferramenta para avaliação do risco derivado da exposição às substâncias químicas potencialmente perigosas, especialmente para aquelas das quais se tem pouca informação toxicológica”, frisa o doutor em Engenharia de Produção. Completa que o CB é uma abordagem derivada da iniciativa do UK Health and Safety Executive (HSE) de 1999, a qual foi intitulada Control of Substances Hazardous to Health (COSHH) Essentials Model.

O tecnologista também explica sobre laboratório, faixas de perigo, exposição, grupo de risco e adoção de medidas de controle. Assista à palestra completa no Canal do YouTube da Fundacentro.

A moderação foi feita pela tecnologista da Fundacentro, Maria de Fátima Viegas, também especialista na área. As próximas palestras são:

Novas abordagens sobre análise de perigo e riscos devido às nanotecnologias – ao vivo em 26 de maio ou assista depois no canal youtube.com/fundacentrooficial

Aspectos da convergência tecnológica e suas implicações para SST – ao vivo em 2 de junho ou assista depois no canal Youtube.com/fundacentrooficial

Assista aos vídeos

Acompanhe todos os encontros do Ciclo de Palestras “Nanotecnologias e seus impactos sobre a segurança e saúde no trabalho”:

05 de maio: Conceitos e características das nanotecnologias que guardam relação com a SST

12 de maio: Potenciais efeitos dos nanomateriais sobre a saúde humana