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Projetos da Fundacentro

Fundacentro realiza primeira Conversa Intramuros

Debate abordou projetos de nanotecnologia, exposição ao calor, desamiantagem e prevenção na pequena empresa
Publicado em 13/07/2021 12h32
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A Fundacentro realizou a Conversa Intramuros, encontro interno para o compartilhamento, debate e reflexões sobre os projetos da instituição em andamento. No primeiro encontro, em formato virtual no dia 22 de junho, estiveram em pauta a avaliação de riscos de nanomateriais; a exposição ocupacional ao calor a céu aberto; os impactos do processo de remoção de amianto; e a prevenção na pequena empresa.  

Nanotecnologia

A nanotecnologia está presente em diferentes segmentos da indústria, que vai desde eletrônicos a construção, de cosméticos a medicamentos, entre outros. No entanto, as características físicas e químicas das nanopartículas podem ser diferentes das encontradas nas mesmas substâncias em tamanhos maiores. Esse universo está em foco no projeto “Comparação de métodos específicos de avaliação de riscos de nanomateriais em laboratórios de pesquisa”, coordenado pelo tecnologista e doutor em Engenharia de Produção, Luís Renato Andrade.

O objetivo do estudo é identificar qual o método de avaliação de riscos ocupacionais é o mais adequado para utilização em laboratórios de pesquisa com nanomateriais no Brasil. Pretende-se evidenciar os pontos positivos e negativos dos métodos aplicados, classificando-os por meio de um conjunto de fatores, como facilidade de uso, resultados mais abrangentes e consistentes com a literatura, possibilidade de aplicação pelo público não especialista em segurança e saúde no trabalho (SST).

Entre os métodos disponíveis está o control banding (controle por faixas), ferramenta para avaliação qualitativa de riscos derivados da exposição a substâncias químicas, especialmente para aquelas com pouca informação toxicológica. Outra possibilidade são as Redes Bayesianas (RB), modelo probabilístico para a tomada de decisão com o raciocínio da incerteza, que também podem ser uma alternativa para avaliação do risco ocupacional na manipulação de nanomateriais.

Exposição ocupacional ao calor

Outra ação apresentada foi o projeto “Inovação tecnológica e pesquisa sobre exposição ocupacional ao calor a céu aberto”, coordenado pelo tecnologista e doutor em Física, Daniel Bitencourt. Um dos objetivos é desenvolver tecnologias de monitoramento e alerta sobre situações extremas de calor e estresse térmico. Ao mesmo tempo, serão fornecidas orientações aos trabalhadores e empregadores sobre os procedimentos necessários para execução de trabalho seguro.

Um dos resultados é o novo aplicativo MONITOR IBUTG (Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo), que será em breve disponibilizado pela Fundacentro. O App é uma continuidade do serviço prestado pela instituição, entre 2012 e 2019, através do software Sobrecarga Térmica. O novo produto está em conformidade com o item 2.4.2 do anexo 3 – Calor, a partir das alterações promovidas pela Portaria SEPRT nº 1.359 (2019). Com ele, será possível analisar remotamente a exposição ao calor em qualquer localidade brasileira com disponibilidade de dados meteorológicos.

Impactos da desamiantagem

Já a tecnologista e mestre em Engenharia de Produção, Valéria Pinto, apresentou o projeto “Possíveis impactos do processo de remoção do amianto (desamiantagem) previsto pela aplicação da Lei Municipal 10.607/2019, em Florianópolis”.

O objetivo é analisar os possíveis impactos ambientais e sanitários decorrentes da manipulação e remoção de telhas e caixas d’agua de fibrocimento e outros artefatos de cimento-amianto de seus espaços atuais. Também se avaliará o transporte desses materiais até sua destinação final, em aterros sanitários específicos, conforme Resolução 348/2004 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente).

O projeto prevê a elaboração de um manual de boas práticas de desamiantagem, que possa subsidiar a remoção das instalações próprias municipais, em Florianópolis, e a realização de um evento on-line pelo canal do YouTube da Fundacentro.

Prevenção na Pequena Empresa  

Nas pequenas empresas, há maiores taxas de acidentes e doenças ocupacionais e poucos recursos para desenvolver ações preventivas. Diante desse problema, o projeto Prevenção na Pequena Empresa, coordenado pelo pesquisador e doutor em Meio Ambiente, Gilmar Trivelato, pretende desenvolver e disponibilizar modelo de Programa de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (PGRO) para esses estabelecimentos.

O objetivo do projeto é apoiar o desenvolvimento de condições de trabalho seguras e saudáveis nas pequenas empresas e a conformidade com os requisitos legais relacionados à SST. O modelo do PGRO deverá contemplar, no mínimo, uma estratégia de implementação e ferramentas de avaliação de riscos e planejamento de ações. Além disso, buscará assegurar o envolvimento do empregador e participação dos trabalhadores. Será elaborada uma versão inicial genérica e, posteriormente, haverá adaptação por atividade econômica.

As bases para a elaboração desse material são os modelos e ferramentas de gestão de SST utilizados em outros países, com a seleção dos mais significativos; a experiência da Fundacentro em projetos anteriores com Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) ampliado em galvânicas e fábricas de fogos de artifício; e o texto da NR 01 relativo ao PGRO.

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Inovação tecnológica e pesquisa sobre exposição ocupacional ao calor a céu aberto.

Possíveis impactos do processo de remoção do amianto (desamiantagem) previsto pela aplicação da Lei Municipal nº 10.607/2019, em Florianópolis.