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ENCONTRO DE PESQUISA & INOVAÇÃO

Workshop Pesquisa & Inovação aborda tendências do segmento

Os laboratórios de inovação e os mecanismos para submissão de propostas à Finep estiveram em pauta
Publicado em 12/01/2021 11h14 Atualizado em 12/01/2021 18h04
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Ser criativo é pensar em coisas novas, e inovar é aplicar na prática a criatividade, tornando-a possível. Mas, quais os caminhos para inovação? O Workshop do segundo dia do Encontro de Pesquisa & Inovação da Fundacentro ajuda a entender este universo. O evento virtual contou com as presenças de Wankes Leandro, head de transformação do Instituto Fenasbac (Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central) e de Rodrigo Secioso, superintendente de Inovação na Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). 

Inovação para além do mundo V.U.C.A 

Durante o Workshop “Inovação para além do mundo V.U.C.A.”, Wankes faz uma breve contextualização sobre o mundo V.U.C.A (volátil, incerto, complexo e ambíguo) e ainda explica um novo conceito, de sua autoria, para uma nova realidade gerada pela transformação global, o mundo D.R.I.S. (direto, relacional, inter independente e seguro).

Atualmente, há uma tendência para os negócios serem mais diretos, sem intermediários.  Estamos saindo da Era do conhecimento e entrando na Era do relacionamento, onde o mais importante é a conexão entre as pessoas.

“Antes o mundo era interdependente, agora estamos inter independentes, ou seja, todos reconhecem que fazem parte de uma rede. Então, é necessária a colaboração, mas essas partes da rede são cada vez mais independentes. Outro aspecto é a segurança, que é um desejo, mas também uma necessidade”, afirma o head de transformação do Instituto Fenasbac.

Wankes também explica a evolução do perfil profissional e de liderança. Antigamente, o profissional mais desejado era aquele que tinha um profundo conhecimento em uma determinada área. Hoje, o mercado exige um agente de transformação. “O mercado exige um profissional que possua, além do conhecimento técnico de sua área, conhecimento digital para lidar com novas tecnologias e ferramentas e, ainda, habilidades humanas, as soft skills”.

As organizações também estão em estágio evolutivo. As instituições tradicionais, empresas em que o poder de decisão está nas mãos dos chefes, que prezam o individualismo e buscam apenas resultados, estão perdendo espaço para organizações ágeis, empresas que valorizam a autonomia de suas equipes, possuem líderes com hard e soft skills e focam no valor.

O conceito de inovação também vem ganhando espaço dentro das organizações. Empresas inovadoras estão atentas às oportunidades e procuram se distinguir no cenário atual. “A inovação, na realidade, é uma ideia nova em ação. Mas, não é só filosofia, tem que colocar as ideias em prática, colocar as ideias para funcionar, e as ideias têm que ser aceitas pelo mercado”, explica Wankes. 

Inovação nas organizações públicas

Para o palestrante, as organizações públicas, assim como seus dirigentes e colaboradores, necessitam investir em seu constante desenvolvimento. Uma solução, que tem se apresentada como tendência, são os laboratórios de inovação, “um ambiente seguro para poder fazer experimentações, para poder falhar e acertar. Assim, o governo pode encontrar novas soluções para as expectativas crescentes de mercado”, avalia Wankes.

Os laboratórios de inovação, normalmente, estão inseridos no modelo de inovação aberta, no qual o desenvolvimento da solução é colaborativo. Um profissional ou entidade pode se relacionar com outras empresas a fim de produzir um determinado produto ou oferecer um serviço inovador.

Submissão de propostas à Finep

A Finep é uma agência de fomento, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, que atua em toda a cadeia da inovação, focando em ações estratégicas, estruturantes e de impacto para o desenvolvimento sustentável do país.

No Workshop “Instrumentos de Fomento à Inovação – Finep”, Rodrigo Secioso dá dicas aos interessados em submeter projetos de inovação a agência. “A Finep apoia o ciclo completo da inovação, desde as fases de pesquisa, passando pelo seu desenvolvimento, até o seu crescimento e expansão, quando produto é introduzido no mercado”, afirma o superintendente de Inovação.

A Finep trabalha com convênios com os ICTs (Institutos de Ciência e Tecnologia) e possui os seguintes programas: Centelha, programa nacional de apoio à geração de empreendimentos inovadores; Tecnova, programa descentralizado de subvenção econômica voltado para micro e pequenas empresas de base tecnológica; o Finep Startup, programa que alavanca empresas que estejam em fase final de desenvolvimento de produtos ou que precisem ganhar escala de produção, entre outros. 

Secioso também esclarece os detalhes avaliados em um projeto para que ele se enquadre em uma das quatro modalidades de apoio oferecidos pela agência: financiamento não reembolsável para ICTs, subvenção econômica para empresas, investimento em fundos de venture capital em empresas e financiamento reembolsável para empresas.

Fundacentro dá suporte ao trabalho da Finep

“A efetividade da avaliação de um projeto de pesquisa se dá através de estudo prévio. Existe um comitê de avaliação específico e multidisciplinar que avalia a proposta inovadora, são elaboradas notas técnicas e sempre existem duas equipes analisando o mesmo projeto. Além disso, a Finep conta com a ajuda de organizações parceiras, membros externos e especialistas para ajudar nas análises, garantindo assim a efetividade do processo”, explica Rodrigo Secioso.

O superintendente afirma que a Fundacentro tem auxiliado a Finep nos processos de análise de projetos. A instituição deu seu parecer em relação aos projetos inscritos nos editais para "Soluções Inovadoras para o COVID-19" e "Tecnologia Assistiva".

Saiba mais

Assista ao Workshop Pesquisa & Inovação no Canal do YouTube da Fundacentro.