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REVISTA BRASILEIRA DE SAÚDE OCUPACIONAL

Condições de trabalho em foco na RBSO

Presenteísmo, perspectiva profissional e sobrecarga cardiovascular estão entre os temas discutidos
Publicado em 29/10/2020 12h36 Atualizado em 04/11/2020 18h44
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Sempre trazendo conteúdos relevantes e atuais relacionados ao campo da Saúde do Trabalhador, a Revista Brasileira de Saúde Ocupacional (RBSO) traz para seus leitores textos que abordam as circunstâncias de trabalho vivenciadas por diferentes categorias profissionais, entre elas: os trabalhadores da indústria, os agentes de combate às endemias e os bombeiros. 

Trabalhadores da indústria 

Os fatores associados ao presenteísmo ainda são pouco abordados nas práticas organizacionais. O presenteísmo é identificado como uma situação na qual o trabalhador está presente no trabalho, porém, devido sua condição cognitiva, emocional ou física, sente-se incapaz de desempenhar suas atividades plenamente.  

O estudo “Fatores associados ao presenteísmo em trabalhadores da indústria” identificou um alto predomínio do presenteísmo de curta duração entre os trabalhadores da indústria. A maior incidência está entre os profissionais com menos de 30 anos, que possuem maior grau de escolaridade.  

Dor, desconforto, estresse, qualidade do sono comprometida e sentimentos negativos em relação à vida são fatores associados ao presenteísmo. Nesse sentido, a identificação precoce e o gerenciamento das condições relacionadas a estas circunstâncias podem contribuir para reduzir ou evitar o afastamento e a incapacidade para o trabalho. 

Agentes de combate às endemias 

O artigo “Trabalho e saúde: a perspectiva dos agentes de combate a endemias do município de Belo Horizonte, Minas Gerais” revela os resultados de uma pesquisa sobre como esses trabalhadores percebem a relação entre o trabalho que realizam e a sua saúde. Países em desenvolvimento, como o Brasil, apresentam alta incidência de zoonoses. Porém, o Serviço de Zoonoses, em Belo Horizonte, ainda é compreendido pelos seus próprios agentes como um campo não integrado ao setor da Saúde.  

Essa distinção tem favorecido a precarização das condições de trabalho, expondo os agentes de combate a endemias a situações de vulnerabilidade, incluindo falta de equipamentos de segurança (EPI) e riscos psicossociais. 

A marginalização figurativa e concreta desses profissionais é semelhante a enfrentada por outras categorias menos valorizadas, como os agentes comunitários de saúde, os auxiliares de enfermagem e os coletores de lixo.  

Bombeiros militares 

Diante da grande ocorrência de incêndios florestais que ocorrem nesta época no país, outro destaque é o texto "Nível de atividade física e sobrecarga cardiovascular em bombeiros militares durante combate a incêndio florestal: um estudo exploratório", no qual são apresentados alguns riscos à saúde a que estão sujeitos os bombeiros que desempenham esse tipo de atividade. 

Resultado do trabalho de acompanhamento da rotina de sete bombeiros em atividade, a pesquisa constatou que os profissionais estavam sujeitos a um grande acúmulo do nível de atividade física (ATF) durante o combate de incêndio florestal de grandes proporções, configurando uma elevada sobrecarga cardiovascular.  

Para os autores, é fundamental que os impactos à saúde desses profissionais sejam avaliados a longo prazo. 

Para ter acesso aos trabalhos aqui mencionados, acesse a página da RBSO na SciELO.  Confira também o perfil da revista no Twitter.