Sistema de Gestão Integrada dos Imóveis Públicos Federais

A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) está se modernizando. O Sistema de Gestão Integrada dos Imóveis Públicos Federais (SPUnet) é o principal projeto em desenvolvimento e se originou dentro do  Programa de Modernização da Gestão do Patrimônio da União, co-financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) entre 2012 e 2019. Ele ainda não está finalizado, mas unificará em um banco de dados geoespaciais as quatro bases cadastrais dos imóveis públicos pertencentes ou utilizados pela União, autarquias e fundações públicas federais.

O SPUnet, que substituirá dois sistemas de gestão de dados de imóveis (SIAPA e SPIUNET) e um de requerimento de imóveis da União (SISREI), é dividido em módulos, com blocos de funcionalidades destinadas a diversos processos de gestão imobiliária: incorporação de áreas e imóveis (cadastro físico-cartorial); tratamento e administração da geoinformação; atendimento ao público; destinação de imóveis; avaliação e contabilização; receitas patrimoniais; e fiscalização e controle.

SPUnet

Quadro Atual

Vários Sistemas
Existem atualmente dois sistemas de cadastro de imóveis (SIAPA e SPIUNET), além de bases de dados herdadas de órgãos extintos como a RFFSA, sem qualquer integração entre si e defasados tecnologicamente.

Baixa governança dos dados
Os cadastros de imóveis apresentam considerável nível de desatualização (valor, localização, dimensões etc.), grande parte em razão da modelagem dos sistemas sem workflow, da ausência de mecanismos de validação dos dados e carência de integrações com bases de dados de outras instituições como os cartórios de registros de imóveis e títulos e documentos, bem como com as prefeituras municipais e suas bases de planejamento urbano.

Processos de trabalho fora dos sistemas
Os sistemas estão desassociados dos processos de trabalho (destinação, avaliação, cobrança etc.). Após a conclusão desses processos, em geral por meio do SEI, há o mero registro das informações nos sistemas atuais, o que tem gerado, além do evidente retrabalho, a inconsistências dos dados cadastrais.

Ausência de informações espaciais
As plataformas existentes não permitem a utilização de informações espaciais.