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Máscaras superpoderosas reduzem estresse em sessões de radioterapia infantil no HUSM

Publicado em 10/11/2020 10h05 Atualizado em 10/11/2020 11h31
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Máscara do homem de ferro
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Máscara do Homem Aranha
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Máscara termoplástica, antes da pintura
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Marion da Silva junto do paciente, momentos antes de iniciar a Radioterapia
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Criança no momento da Radioterapia
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A iniciativa de um tecnólogo em Radiologia do Hospital Universitário de Santa Maria tem reduzido o estresse em crianças que tratam câncer de cabeça e pescoço no hospital. Isso porque, desde que chegou na unidade, há 4 anos, além de suas habilidades profissionais ele exercita o dom da empatia. E, ao se colocar no lugar dos pequenos – que precisam enfrentar sozinhos um ambiente frio e hostil – ele viu aflorar um outro dom: o de artista, que nem ele próprio sabia que possuía. Cerca de uma vez por mês, Marion Silva da Silva, transforma as máscaras termoplásticas em máscaras de super-heróis para os pequenos.

- Já fiz o homem Aranha, do Homem de Ferro, de princesas e até uma do Grêmio para uma menina que me pediu – recorda.

Quando uma pessoa precisa fazer radioterapia na cabeça ou pescoço, com o objetivo de aumentar a precisão e a reprodução fidedigna da posição de tratamento, o serviço de radioterapia utiliza mascaras termoplástica de imobilização. A placa “termoplástica”, quando aquecida na agua a 70°C, fica maleável e quando morna, pode ser moldada ao rosto do paciente. Acontece que o tecnólogo viu nela uma tela em branco e com a ajuda de pincéis atômicos – que ele mesmo compra – decidiu soltar a imaginação para tornar mais acolhedor esse momento que os pequenos resistem, pois precisam ficaram imobilizados e longe dos pais.

- A criança tem que ficar na nossa sala sozinha, com equipamento que não é nada lúdico. A gente tem que cuidar só pela câmera, ela não pode se mexer. Com a máscara personalizada, ela se sente mais forte e tranquila – afirma Marion.

Com o molde pronto, ele mostra fotos dos super-heróis que já fez e pede para a criança escolher. Leva para casa, pinta à noite, e no outro dia, antes da sessão começar, a máscara está pronta a espera do super-herói que irá usá-la.

A inciativa consegue evitar a agitação dos pequenos, na maioria dos casos. O que traz benefícios para eles, pois uma criança submetida à tratamento de radioterapia sente medo. O tempo de tratamento em radioterapia não é muito longo, mas se os pequenos colaborarem, este tempo reduz e aumenta a eficácia no tratamento.

- Sou muito de observar os problemas e tentar corrigir. As crianças ficavam agitadas, tristes, então decidi fazer alguma coisa. Se fosse meu filho, eu ficaria feliz com esse acolhimento – afirma o tecnólogo em Radiologia.

Fotos: Marion Silva/arquivo pessoal