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outubro rosa

Equipe do Serviço de Mastologia do HUSM orienta pacientes por meio de uma série de vídeos nas redes sociais

Publicado em 09/11/2020 13h22
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Série de vídeos pode ser conferida no youtube da Assessoria de Comunicação do HUSM

Série de vídeos pode ser conferida no youtube da Assessoria de Comunicação do HUSM

Com o slogan “Quanto antes, melhor”, a Sociedade Brasileira de Mastologia lançou o movimento de conscientização para lembrar às mulheres sobre a importância de manter hábitos saudáveis, como atividade física e boa alimentação, além de exames e consultas em dia (veja quadro abaixo). 

Desde o início da década de 90, no mês de outubro, o mundo se veste de rosa: prédios públicos são iluminados, e a cor rosa passa a fazer parte do vestuário ou acessórios, como o laço de fita preso a roupa, para lembrar a data. Tudo isso para chamar a atenção do tipo de câncer mais comum entre as mulheres, no Brasil e no mundo: o câncer de mama. Que corresponde a cerca de 29% dos casos novos de câncer a cada ano, entre as brasileiras.

O Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) também acredita que a prevenção é o melhor caminho. Quanto mais cedo for o diagnóstico, maiores as chances de cura. O Serviço de Mastologia do hospital oferece acompanhamento completo pelo Sistema Único de Saúde (SUS), desde exames diagnósticos, cirurgias, tratamentos com quimioterapia e/ou radioterapia até o acompanhamento pós-alta.

Segundo dados do Setor de Estatística do hospital, no ano passado, o Serviço de Mastologia realizou 293 primeiras consultas e 2258 consultas de retorno, totalizando 2551 atendimentos ambulatoriais, com uma média/mês de 213 pacientes atendidos.

-  Nas primeiras consultas, a paciente passa por avaliação completa, incluindo a análise do motivo do encaminhamento, avaliação dos exames eventualmente já realizados, exame físico e definição de conduta, a qual poderá indicar exames adicionais – explica a médica Mastologista Sabrina Ribas Freitas.

De acordo com a Mastologista, especificamente em relação ao câncer de mama, as pacientes chegam de forma muito heterogênea ao ambulatório. Algumas chegam com quase todos os exames já encaminhados pela Unidade Básica de Saúde, enquanto outras chegam apenas com a mamografia. Assim, os exames solicitados na primeira consulta serão considerados conforme os exames prévios já realizados. Em relação aos exames de imagem, em 2019, a Unidade de Diagnóstico por Imagem do HUSM realizou 1.952 mamografias bilaterais, com média mensal de 162,7 exames mamográficos

- Devemos lembrar também que de acrdo com a forma de apresentação da doença (se em fase inicial ou avançada) as solicitações de exames podem variar. Ressaltamos ainda, que para definição do diagnóstico de câncer de mama, é necessária uma biópsia, geralmente realizada por punção (core biopsy), ou seja, não basta a suspeita da mamografia – completa a médica.

Uma vez concluída a avaliação inicial das pacientes com diagnóstico de câncer de mama, de acordo com as indicações de tratamento, elas poderão ser inseridas na lista de espera para cirurgia ou encaminhadas à oncologia para tratamento sistêmico

- Os tratamentos poderão incluir cirurgia, tratamento oncológico sistêmico (quimioterapia e/ou hormonioterapia) e radioterpia, de acordo com cada caso – afirma Sabrina.

Em relação aos procedimentos cirúrgicos, em 2019, foram realizados 256 procedimentos, com uma média/mês de 21,3 cirurgias. Quanto às internações, foram 193, com uma média mensal de 16 pacientes internadas.

Após completarem o tratamento inicial, as pacientes ficam em acompanhamento regular, no serviço de Mastologia do HUSM, por cerca de cinco anos.

- A partir de cinco anos, a possibilidade de alta ambulatorial, com manutenção do acompanhamento em unidade básica de saúde, dependerá da estabilidade do quadro nesse período, com ausência de recaída local e/ou sistêmica ou novos tumores – explica a médica.

Esse ano, com a Pandemia de Covid-19, a preocupação com o diagnóstico da doença aumentou. Isso porque, segundo o Ministério da Saúde, o número de mamografias realizadas pelo SUS caiu 45% entre janeiro e julho de 2020, em comparação com os anos anteriores. No HUSM, a queda foi de 40%. A pandemia foi o fator principal para a diminuição da procura por esse serviço, ainda que as unidades de saúde tenham mantido o atendimento.

A Pandemia impactou até mesmo nas atividades de conscientização ofertadas pelo hospital. As palestras presenciais foram substituídas por uma série de vídeos - forma encontrada para continuar orientando as pacientes e despertando o interesse das mulheres pelo autocuidado. É possível assistir as orientações dos profissionais de saúde pelo canal do Youtube da Assessoria de Imprensa do hospital ou aqui mesmo pelo site. A cada dia será postado um novo vídeo até completar a série de 9 vídeos. O trabalho é uma parceria com o Núcleo de Educação Permanente em Saúde (NEPS), que editou o material.