Notícias

Dia Mundial de Prevenção de Lesões por Pressão

Grupo interdisciplinar do HU-UFSC reforça necessidade de atenção e cuidados para evitar lesões por pressão

Em 2020 o Dia Mundial de Prevenção de Lesões por Pressão é lembrado nesta quinta-feira (19/11)
Publicado em 19/11/2020 14h36

Pacientes internados em instituições de saúde ou mesmo aqueles com mobilidade reduzida e que precisam de cuidados em casa podem desenvolver lesões por pressão (LPP). Estas lesões podem ser provocadas, por exemplo, devido ao contato prolongado em superfícies, como a cama, cadeira ou com dispositivos usados no tratamento, e que exigem cuidados extras por parte dos profissionais de saúde e de familiares.

A LPP é considerada um evento adverso e um problema de saúde pública. Quando ocorre, tem como consequência o aumento da morbidade e mortalidade, risco de infecções, sofrimento físico e emocional de pacientes e familiares, além de prolongar a permanência de pacientes internados nos hospitais e aumentar o custo do serviço de saúde. Para lembrar da importância destes cuidados, foi instituído o Dia Mundial de Prevenção de Lesões por Pressão, em 2020 ele ocorre nesta quinta-feira (19/11), com o objetivo de conscientizar sobre a necessidade de adoção de cuidados realizados por uma equipe interdisciplinar de saúde.

No Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh), as atividades relativas à data são coordenadas pelo Grupo Interdisciplinar de Cuidados com a Pele (GICPel). De acordo com o GICPel, a inspeção diária confere subsídios para o planejamento da assistência de enfermagem e intensificação das estratégias de prevenção. A condição clínica do paciente poderá definir maior ou menor risco para o desenvolvimento de lesões por pressão.

Conforme material divulgado pela grupo, a partir da inspeção, o enfermeiro, junto com a sua equipe, tem a responsabilidade de avaliar a pele e discutir as ações de enfermagem para implementação de medidas de prevenção, o que envolve a higiene e conforto, controle da umidade, hidratação, reposicionamento, proteção de proeminências ósseas. A nutrição também é um aspecto muito importante a ser avaliado. No que diz respeito ao cuidado da hidratação da pele, tanto a umidade quanto o ressecamento representam importantes fatores de risco para LPP. O conhecimento e reconhecimento da necessidade de hidratação nas distintas áreas do corpo, contribui com a gestão do microclima e preservação da integridade da pele.

“Além de causarem danos significativos na integridade da pele as lesões por pressão representam um efeito prejudicial na qualidade de vida das pessoas. Por este motivo ressaltamos que a prevenção é a melhor solução”, acrescenta a equipe da GICPel.

Ainda conforme o grupo, os responsáveis pelo cuidado podem adotar superfícies de apoio como colchões de alternância, almofadas de assentos, coxins de visco elástico e outros, que ajudam na redistribuição da pressão. A escolha destes materiais depende de condições do paciente como inatividade e imobilidade. O reposicionamento no leito, na cadeira de rodas ou na poltrona evita o aparecimento da lesão por pressão.

 

Unidade de Comunicação Social HU-UFSC.