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Hospital Escola da UFPel participou da pesquisa com mais de 600 voluntários da região

Instituto Butantan informa que CoronaVac tem eficácia de 78% contra a covid-19

Publicado em 11/01/2021 09h00
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A CoronaVac, vacina contra o novo coronavírus que é produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, tem taxa de eficácia mínima de 78%. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (7) pelo governo de São Paulo, em entrevista coletiva. Esse percentual se refere aos estudos feitos no Brasil, que foram realizados com profissionais da área da saúde, mais expostos ao vírus.

Segundo o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, não houve internações hospitalares entre os voluntários que receberam a vacina. “Com relação a atendimento ambulatorial, ou seja, de sintomas que necessitam de assistência médica, entre os vacinados, 78% não precisaram procurar recurso médico. Os casos leves foram prevenidos em 78%. [Com a vacina] estamos evitando casos graves, moderados e internações hospitalares e diminuindo a necessidade de atendimento ambulatorial. Estamos reduzindo, de forma significativa, as manifestações mais leves. É uma excelente vacina para o momento. Precisamos agora que ela chegue aos braços das pessoas”, disse Covas. Isso significa, segundo ele, que vacina se mostrou 100% eficaz contra casos graves e 78% eficaz em relação a casos leves.

Os dados de eficácia foram revisados por um comitê internacional. Esses dados foram apresentados no mesmo dia do anúncio em uma reunião com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que será a responsável pela aprovação da vacina para uso no país. A taxa mínima de eficácia recomendada pela própria Anvisa é de 50% como parâmetro de proteção.

Os testes de eficácia já vêm sendo desenvolvidos no Brasil desde julho deste ano e numa etapa preliminar era necessário que um mínimo de 61 participantes voluntários do teste fosse contaminado pelo novo coronavírus. Isso porque metade dos voluntários recebe placebo e, a outra metade, a vacina. Para saber se a vacina é eficaz, espera-se que a maior parte dos infectados pelo vírus estejam entre as pessoas que receberam o placebo.

Esse número mínimo de voluntários contaminados nos testes foi atingido em novembro e permitiu o início da análise da eficácia da vacina pelo comitê internacional. Mas, como a doença voltou a crescer em todo o estado nos últimos meses, o número de voluntários infectados cresceu, atingindo o patamar considerado ideal para a finalização do estudo. O estudo de eficácia, segundo Dimas Covas, continua a ser realizado. Até este momento, 12.476 profissionais da saúde participaram dos estudos.

Em Pelotas, mais de 600 voluntários participaram da pesquisa, que ocorreu no Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE UFPel). Ainda estão sendo aceitos voluntários com mais de 60 anos, que sejam profissionais da saúde atuando no combate ao coronavírus em Pelotas e região. Mais informações pelo telefone (53) 3284-4981.

 

Com informações da Agência Brasil