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Unidade de Laboratório de Análises Clínicas recebe novo equipamento para identificação de micro-organismos.

O novo aparelho trará mais agilidade e eficácia no diagnóstico e tratamento de doenças dos pacientes internados.
Publicado em 24/06/2021 13h49 Atualizado em 24/06/2021 16h58
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O Laboratório de Análises Clínicas do HC-UFPR/Ebserh, reconhecido por seus serviços de excelência em bacteriologia, micologia e virologia, conta agora com mais um equipamento de tecnologia avançada. O aparelho, denominado MALDI-TOF (Matrix Associated Laser Desorption-Ionization – Time of Flight), permite entregar, em um curto período de tempo, os resultados de exames clínicos, trazendo mais agilidade e eficácia no diagnóstico e tratamento de doenças dos pacientes internados.

A partir de uma técnica que usa ionização para analisar as proteínas de uma bactéria, o equipamento realiza um processo com laser, que incide sobre a amostra posicionada em uma lâmina especial até ocorrer uma ionização. O resultado da análise segue para um banco de dados de um software que fará a identificação de quais micro-organismos estão presentes e que podem ser os causadores de doenças.

O procedimento, diferente dos métodos convencionais, possibilita fazer uma avaliação muito mais precisa e verificar o resultado em poucos segundos, agilizando a liberação do laudo, diagnóstico e o tratamento a ser realizado pelo paciente.

“Antes desse equipamento, esses testes eram feitos em um outro aparelho que levava de 18h a 24h para sair o resultado e agora temos o resultado em 20 segundos. É um avanço muito grande”, explica a farmacêutica e bioquímica Gilslene Maria Botão Kussen, que atua no serviço de bacteriologia do CHC-UFPR/Ebserh.

Após a identificação do microrganismo, a amostra ainda vai para um equipamento que faz o antibiograma e define qual o tipo de medicamento deve ser ministrado para combater a infecção detectada.

Segundo Gislene, as equipes estão aperfeiçoando-se com mais treinamentos que permitirão obter um desempenho ainda melhor com esse equipamento, como por exemplo, já detectar o tipo de medicamento ao qual a bactéria é sensível sem precisar fazer o antibiograma.

Além disso, a nova tecnologia auxilia na formação de residentes e estagiários que trabalham no serviço, colaborando para o cumprimento da missão de ensino e pesquisa do CHC-UFPR/Ebserh enquanto hospital universitário.