Notícias

MÉTODO TERAPÊUTICO

HULW passa a ser o único hospital público da Paraíba a realizar tratamento de troca de plasma sanguíneo

Primeiro paciente iniciou as sessões de plasmaférese terapêutica nesta semana. Com o incremento na assistência, o Lauro Wanderley deve se tornar referência no tratamento.
Publicado em 05/02/2021 11h33 Atualizado em 05/02/2021 11h49
1 | 4
2 | 4
3 | 4
4 | 4
Plasmaférese editada.jpg
20210201_104928.jpg
20210201_104326.jpg
20210201_104931.jpg

O Hospital Universitário Lauro Wanderley, da Universidade Federal da Paraíba e vinculado à Rede Ebserh, passa a ser a única instituição pública de saúde do Estado a realizar o procedimento de alto custo chamado plasmaférese terapêutica. Antes, os pacientes precisavam ser encaminhados para Pernambuco, até então o local mais próximo para realização do tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O primeiro procedimento no HULW foi realizado na manhã do último dia 01 de fevereiro, na sala de hemodiálise localizada no 5º andar do hospital. Muito feliz e grato por estar sendo beneficiado com o tratamento, o marceneiro Robson da Silva, de 36 anos, passará por pelo menos mais quatro sessões.

Internado há cerca de 20 dias no Lauro Wanderley, o paciente elogiou a assistência prestada por toda a equipe. “Deus me abençoou e meu deu essa oportunidade de fazer o tratamento aqui mesmo, no HULW. Um hospital em que todos trabalham com amor. O atendimento é excelente, desde o pessoal da limpeza até os médicos”, falou. 

A plasmaférese terapêutica consiste em um tratamento em que são removidos elementos do plasma sanguíneo responsáveis pelo desenvolvimento de doenças, ou seja, o plasma sofre um processo de filtração, em que são retiradas as substâncias indesejáveis causadoras das doenças.

“Na paraíba, o procedimento não era realizado em nenhum hospital público e os pacientes eram transferidos para Pernambuco. Isso gerava vários transtornos, desde econômicos, dificuldade de conseguir vaga para o paciente no estado vizinho, bem como a impossibilidade de transferir o paciente devido à gravidade de seu caso, uma vez que alguns encontravam-se em ambiente de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), por exemplo”, explicou a médica nefrologista, Cristianne da Silva Alexandre.

Com o incremento na assistência, o HULW deve se tornar referência estadual no atendimento para plasmaférese terapêutica, recebendo pacientes de outras instituições de saúde. O tratamento é indicado para pessoas com doenças reumatológicas, nefrológicas, neurológicas e hematológicas. “Esse foi o primeiro procedimento realizado no hospital de não terceirizada e, como não era oferecido pelo serviço público no estado da Paraíba, acreditamos existir uma demanda reprimida”, citou Cristianne.

O gerente de atenção à saúde do HULW-UFPB/Ebserh, José Eymard Medeiros Filho, destacou a importância do procedimento para melhoraria na qualidade vida de pacientes que necessitam desse tipo de intervenção. “Trata-se de um procedimento de alta complexidade, de alto custo e que trará grande impacto para a saúde dos pacientes”, considerou.

Esperança

Pai de três filhas, Robson espera recuperar os movimentos das pernas após as intervenções e, com isso, voltar a andar e a trabalhar. As sessões de Robson estão sendo realizadas a cada 48 horas e a prescrição para o paciente é de cinco sessões inicialmente, no entanto, a depender da necessidade, pode haver a indicação de aumento nesse número. Durante todo o procedimento, a equipe médica e de enfermagem precisa monitorar o paciente para tratar possíveis intercorrências.

“O HULW já possuía o equipamento desde 2015, porém sempre foi utilizado para modalidade de hemodiálise. Os insumos para cada sessão giram em torno de R$ 3,5 mil. A terapia pode acontecer na sala de hemodiálise que é equipada com monitores, porém, também pode ocorrer em unidade de terapia intensiva”, explicou a nefrologista. Patologias como mieloma múltiplo, miastenia gravis e a síndrome de Guillain-Barré são provocadas por anticorpos nocivos que estão presentes no plasma, sendo, portanto, passíveis de serem tratadas com sessões de plasmaférese.

 

Por Jacqueline Santos - Jornalista HULW-UFPB/Ebserh

 

Saúde e Vigilância Sanitária