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Simpósio Internacional de HPV é realizado em São Luís
O II Workshop do Biobanco de Tumores e DNA do Maranhão e o II Simpósio Internacional de HPV do Maranhão foi iniciado ontem, 17/03 e se estenderá até amanhã, 19/03, no auditório central da UFMA. Eles surgem como uma oportunidade de trazer a discussão do tema para o estado. O evento conta com a presença de diversas autoridades nacionais e internacionais relacionadas ao que há de mais novo em estudo e pesquisa sobre HPV, contribuindo significativamente na transferência de conhecimentos ao Maranhão que ainda apresenta altos índices de complicações relacionadas à infecção por esse vírus.
O evento é promovido pelo Banco de Tumores do Hospital Universitário da UFMA, pela Liga Acadêmica de Ginecologia Endócrina e Climatério da UFMA (Lagec), e pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde do Adulto e da Criança (PPGSAC).
Na tarde desta quinta-feira, 17/03, foi realizada uma mesa-redonda “HPV e Câncer de Pênis”, que trouxe o índice dessa doença no estado do Maranhão e buscou debater tratamentos e diagnósticos.
A mesa-redonda contou com as palestras “Fatores de risco para Câncer de Pênis”, ministrada pelo urologista e professor Eduardo de Castro Ferreira da UFMA; “Tratamento do Câncer de Pênis no Maranhão”, ministrada pelo urologista Marcus Vasconcelos, do Instituto Maranhense de Oncologia - Aldenora Bello; e “Câncer de Pênis - Nossa Realidade e Propostas para Controle”, ministrada pelo urologista e professor da UFMA, Jose de Ribamar Calixto.
Segundo os palestrantes, embora se estime que o câncer de pênis tem incidência muito menor do que o de próstata - representando apenas 2% de todos os tipos de câncer que atingem o homem - no Maranhão os dados são alarmantes, o que faz sua incidência ser considerada um problema de saúde pública.
Dados do Ministério da Saúde indicam que o Maranhão é o estado com maior incidência de câncer no pênis. Em 2012, 15 casos foram registrados, resultando em 14 amputações do membro.
O professor de Urologia, José Calixto, destacou que o câncer de pênis é um tumor raro, com maior incidência em homens a partir dos 60 anos. Ele informou que a anomalia está relacionada principalmente às precárias condições de educação e higiene. Estudos científicos também sugerem a associação entre infecção pelo vírus HPV (papilomavírus humano) e o câncer de pênis.
Segundo os dados levantados pelos palestrantes, ocorrem mais de mil amputações de pênis por ano no Brasil, trazendo impactos trabalhistas e econômicos. “O evento visa discutir a prevenção, o método do diagnóstico precoce e a importância das vacinas na expectativa de reduzir o aparecimento do vírus HPV e desse tipo câncer”, afirmou a coordenadora do evento, Luciane Brito.
Com informações da Ascom/ UFMA