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Combate à Covid-19

Hospital da Rede Ebserh no CE oferece atendimento a pessoas em situação de rua

Ação do HUWC e Famed-UFC beneficiou 60 pessoas que precisam, mas não têm acesso a atendimento em saúde
Publicado em 19/06/2020 14h52 Atualizado em 19/06/2020 15h53
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Fortaleza (CE) – Professores dos cursos de Medicina e Fisioterapia da Universidade Federal do Ceará (Famed/UFC), médicos especialistas, residentes e acadêmicos em estágio de internato do Hospital Universitário Walter Cantídio, vinculado à Rede Ebserh (HUWC/Ebserh), além de outras instituições de Fortaleza realizaram ações de assistência e educação em saúde para 60 pessoas em situação de rua na capital cearense. O público-alvo consistiu de pessoas que necessitam, mas não têm acesso a esse tipo de serviço, situação que se agrava ainda mais em tempos de pandemia do novo coronavírus. A ação ocorreu no último fim de semana.

Conforme explicou o professor Marcos Rabelo, do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFC, preceptor do Programa de Residência em Otorrinolaringologia do HUWC e um dos coordenadores da ação, a ideia surgiu no Comitê de Enfrentamento à Covid-19 da Famed. “Nesse comitê, o Grupo de Trabalho Saúde das Populações Vulneráveis desenvolveu um projeto com foco nas pessoas em situação de rua. Esta é a nossa primeira ação assistencial com moradores de rua. Estamos muito satisfeitos com os resultados alcançados”.

“Quando os cursos de saúde da UFC e o Hospital Universitário realizam atividades dessa natureza, para além dos muros da instituição, indo até a comunidade, conseguimos aliar ensino, pesquisa e assistência de uma forma mais prática e próxima da realidade das pessoas que estão em formação acadêmica conosco e daquelas que precisam de assistência em saúde. Necessidade que se torna ainda mais urgente nesta pandemia de Covid-19”, alertou Arnaldo Peixoto, gerente de Atenção à Saúde do HUWC e integrante do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 do Complexo Hospitalar da UFC/Ebserh, do qual o HUWC faz parte.

Uma das beneficiadas foi Cleciane Vidal, de 35 anos, e que há cinco faz das ruas a sua morada. Além de receber máscara e medicação para combater uma dor de cabeça persistente, Cleciane passou por uma avaliação clínica e recebeu encaminhamento para um posto de saúde, para constatar a gravidez de três meses e dar início ao pré-natal. “Pode deixar que eu vou fazer exatamente o que o médico disse. Encontrei o amor da minha vida, vamos ter um filho e mudar de vida”, disse.

Para o professor Marco Túlio, que também coordenou a ação, além da educação e da assistência em saúde, mutirões como esse permitem aos profissionais de saúde a função social de alertar às populações vulneráveis de que elas, mesmo sem residência fixa e documentos, têm acesso a serviços básicos, como o de saúde. “Muitos foram encaminhados ao sistema público de saúde, seja no HUWC seja em uma das unidades básicas de saúde de Fortaleza. Quando essas pessoas teriam uma oportunidade como essa se não fosse por essa nossa força-tarefa? Essa realidade precisa mudar”, refletiu.

Novas experiências

Foi a primeira experiência de atendimento em praça pública para o residente em Medicina de Família e Comunidade da UFC, Miguel Vaz, que, com muita paciência e cuidado, esforçou-se para se fazer entender para os pacientes atendidos em frente à Coluna da Hora. “É como fazer uma visita domiciliar, já que essas pessoas moram nas ruas. Oportunidades como essa nos aproximam muito da realidade desses homens e mulheres e nos ajudam a entender o contexto e a pensar numa terapêutica mais adequada”, avaliou.

Com perda de visão progressiva por conta de uma ceratocone, doença que afeta a córnea, Daniel Santos Rodrigues, de 42 anos, é morador da Praça do Ferreira há três anos. Aproveitou a ação para tentar encaminhamento à rede pública de saúde. “É tão difícil a gente conseguir as coisas nesta situação de rua. Quando aparece algo assim, tão perto de nós, não podemos deixar de aproveitar. Eu tenho fé de que vou conseguir”, disse, cheio de expectativas. E deu certo!

Atuação da Rede Ebserh

Além do apoio ao ensino, formação e capacitação das equipes assistenciais, a Rede Ebserh implementou o Comitê de Operações Especiais (COE) para definir estratégias e ações em nível nacional para o enfrentamento da pandemia. Desde os primeiros anúncios sobre a Covid-19, a Rede Ebserh tem trabalhado em parceria direta com os ministérios da Saúde e da Educação, com participação nos COEs desses órgãos, e tendo como diretrizes o monitoramento da situação no país e em suas 40 unidades hospitalares.

Tem atuado na realização de treinamento de funcionários da Rede, promoção de webaulas, definição de fluxos e instituição de câmaras técnicas de discussões com especialistas. Promoveu processos seletivos emergenciais com a possibilidade de contratação de aproximadamente 6 mil profissionais temporários para o enfrentamento da pandemia

Também disponibilizou R$ 274 milhões para ações contra o coronavírus, recursos do Ministério da Educação (MEC) liberados pela Ebserh de acordo com a necessidade e urgência de cada unidade hospitalar. A verba está sendo utilizada em adequação da infraestrutura, aquisição e manutenção de equipamentos, compra de medicamentos e outros insumos, além de equipamentos de proteção individual.

Em algumas regiões, as unidades da Rede Ebserh têm atuado como hospitais de referência ao enfrentamento do Covid-19, enquanto que em outras, atuam como retaguarda em atendimentos assistenciais para a população, por meio do Sistema Único de Saúde.

Com informações do HUWC-UFC/Ebserh

Saúde e Vigilância Sanitária