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Segunda fase da Operação Maranhão atende 4.000 indígenas na Região Nordeste

Publicado em 30/09/2020 19h22 Atualizado em 02/10/2020 15h52

 

Brasília (DF), 30/09/2020 - Totalizando aproximadamente 4 mil atendimentos junto à população indígena, a segunda fase da Missão Maranhão chegou ao fim na última segunda-feira, 28. Durante uma semana, os indígenas das aldeias Januária, Maçaranduba, Axinguerengá e Ximborendá, localizadas nos municípios de Santa Inês e Zé Doca, e pertencentes aos Polos Bases do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) do estado do Maranhão, foram assistidos por uma equipe multidisciplinar de saúde das Forças Armadas.

A missão é mais uma ação conjunta dos Ministérios da Defesa e da Saúde, que tem por objetivo dar suporte às comunidades indígenas na prevenção da COVID-19, promovendo a saúde e o bem-estar da população em localidades previamente levantadas pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI).

Participaram da atividade 21 militares da área de saúde da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira, oriundos das guarnições de Brasília-DF, Campo Grande-MS, Natal-RN, Recife-PE e Rio de Janeiro-RJ. Entre os profissionais, ginecologistas, pediatras, generalistas, infectologista, enfermeiros e técnicos de enfermagem que, juntos, nesse momento crítico de pandemia, foram voluntários para apoiar os mais vulneráveis.

“Foi uma experiência transformadora. O Brasil, de grande extensão continental, apresenta uma realidade que todos comentam, mas poucos verdadeiramente conhecem ou lutam por ela. Poder ajudar os indígenas e vivenciar em campo tal realidade me acrescentou muito”, disse o Tenente Francisco Caetano Rosa Neto, médico generalista do Hospital Naval de Brasília (HNBRA).

Dessa mesma opinião partilha o médico do Hospital da Aeronáutica de Recife, Tenente Ezir Araújo Lima Neto. Para ele, que não conhecia a região amazônica e tampouco havia tido contato próximo com a população indígena, o que mais marcou foi o reconhecimento e o agradecimento dos indígenas, em particular dos Ka’apor.

“Também não posso deixar de citar o apoio e o tratamento dispensado a toda a equipe durante a missão pelo 24º Batalhão de Infantaria de Selva, além dos helicópteros que faziam o nosso deslocamento”, comentou ele.

O acesso às distantes e isoladas regiões atendidas foi proporcionado pelo apoio de aeronaves do 4º Batalhão de Aviação do Exército (4º B Av Ex), do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Norte (1º EsqdHU-41), da Marinha do Brasil (MB), e do 1° Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (1º/ 8º GAv), da Força Aérea Brasileira (FAB).


O apoio logístico, fundamental para o sucesso da missão, foi prestado pelo 24º Batalhão de Infantaria de Selva (24º BIS), sediado na capital São Luís, e compreendeu desde a montagem de postos de triagem, estrutura para atendimento e distribuição de materiais de saúde, até a realização de Ação Cívico-Social (ACISO) nos municípios maranhenses de Bom Jardim e Zé Doca, tudo com o objetivo de promover a saúde, o bem-estar e dar suporte às comunidades indígenas na prevenção da COVID-19.

Nos dois últimos dias dessa segunda fase da Missão Maranhão, a equipe realizou cerca de 2.000 atendimentos em Zé Doca e mais de 1.700 em Bom Jardim, municípios que ficam a oeste do estado do Maranhão, cerca de 280 Km de São Luís.

Ao longo de todo o trabalho, foram tomados todos os cuidados necessários para evitar qualquer tipo de contaminação pelo novo coronavírus por parte da equipe, incluindo a realização de testes rápidos para a COVID-19 em todos os militares e civis participantes. Foi procedida a descontaminação dos equipamentos empregados e materiais a serem entregues, além do uso ininterrupto de Equipamentos de Proteção Individual (EPI).

Missão Maranhão

A primeira fase da Missão Maranhão teve início no dia 14 de setembro e foi finalizada no dia 21 do mesmo mês. Na ocasião, foram conduzidos 3.800 atendimentos nas aldeias do Polo Base Barra do Corda. Na sequência, foi realizada a segunda fase da operação. No momento, encontra-se em andamento a terceira e última fase da missão, que será finalizada no dia 5 de outubro, com atendimentos nas aldeias Zutiuá, Juçaral, Urucú-Juruá, Morro Branco e Bacurizinho.

Para apoiar as três fases da missão, o Ministério da Saúde, por meio da SESAI e com o suporte logístico das Forças Armadas, enviou mais de 92 mil itens de suprimentos médicos para o Maranhão. Foram mais de 60 mil unidades de medicamentos, 28,7 mil Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e 3,7 mil testes rápidos para a COVID-19.

Por Maristella Marszalek

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