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Militares profissionais de saúde integram Missão Maranhão de combate à Covid-19

Publicado em 15/09/2020 19h07

 

Brasília (DF), 15/09/2020 – Militares das Forças Armadas que atuam como profissionais de saúde embarcaram para o Maranhão, na segunda-feira (14). Eles integram missão humanitária de atendimento a comunidades indígenas. Trata-se de ação interministerial dos Ministérios da Defesa, da Saúde e da Justiça para mitigação da Covid-19.

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Em Brasília, profissionais do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte incorporaram à equipe, que contava com militares da Capital Federal. O grupo somou 14 militares de saúde da Marinha e do Exército, além de dois profissionais da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) e de um coordenador administrativo.

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Da Ala 1 da Base Aérea de Brasília, partiram para Belém, capital do Pará, onde seis profissionais de saúde da Aeronáutica e dois da Marinha integraram a equipe. Na próxima parada, em São Luís no Maranhão, mais dois profissionais da Aeronáutica completaram o grupo.

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Assim, dois ginecologistas, dois pediatras, um infectologista, nove clínicos gerais, três enfermeiros e seis técnicos de enfermagem de Brasília, do Rio de Janeiro, de Belém, de Belo Horizonte e de São Luís somaram 23 profissionais que compõem a primeira fase da Operação Maranhão, que terá mais duas etapas. Para fazer parte da Operação, os profissionais de saúde fizeram o exame para detecção de Covid 19 e obtiveram resultado negativo.

A primeira fase, de 15 a 21 de setembro, ocorre em Barra do Corda. A segunda ocorre no período de 21 a 28 de setembro e seguirá para os municípios de Santa Inês e Zé Doca. A terceira, de 28 de setembro a 5 de outubro, vai atender populações dos municípios de Grajaú, Arame e Amarante.

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Cerca de 1,5 tonelada de medicamentos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) foi transportada na semana passada, por via terrestre, para Imperatriz e São Luís. O material será utilizado nas três fases da missão. O Coordenador Administrativo da missão, Coronel Élvio Gulart, explica que nessa primeira fase serão atendidos cerca de 10 mil indígenas de quatro aldeias de Barra do Corda, no interior do Estado do Maranhão. “Os militares ficarão sediados no 50º Batalhão de Infantaria de Selva, em Imperatriz, e se deslocarão de helicóptero para a localidade a 246 km de Imperatriz”, informou.

A SESAI, por intermédio dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), é responsável por monitorar a situação de saúde das comunidades. As necessidades são previamente levantadas e transmitidas ao Ministério da Defesa, que organiza a missão direcionada por elas. O assessor técnico da SESAI, Carlos Colares, também embarcou para o Maranhão. Ele conta que a parceria mostra a presença do Estado brasileiro na ponta, atendendo aqueles mais afastados. “O surgimento da pandemia acabou gerando uma demanda reprimida de atendimento especializado. E essa parceria com o Ministério da Defesa faz com que consigamos chegar onde precisamos”, explica.

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A Sargento da Marinha Renata Souza é técnica em enfermagem da Policlínica Naval de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Ela é voluntária na Missão Maranhão e embarca com brilho nos olhos pelo que a espera. “Acredito que, após essa missão, vou poder levar essa experiência que é única e especial. A expectativa é imensa de estar lá e poder fazer o melhor”, disse.

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A Tenente Médica do Hospital Militar de Brasília (HMAB), do Exército, Mayara Martin, participa, pela primeira vez, de uma missão humanitária. Ela conta que essa missão vai ser totalmente diferente do que já fez em sua vida como pediatra. “Terei oportunidade de conhecer uma nova realidade, levar um pouco de assistência a quem necessita”, resumiu.

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A Missão Maranhão é a 15ª missão voltada para comunidades indígenas. O Secretário de Ensino, Pesquisa, Saúde e Desporto (SEPESD) do Ministério da Defesa, General Manoel Luiz Pafiadache, ressalta a importância da integração interministerial nessa Operação. “A expectativa é enorme. É uma missão humanitária de muita envergadura. Temos um trabalho integrado em que levamos médicos, mas a SESAI faz o contato com as lideranças indígenas, para que possamos chegar com a aquiescência deles”, salientou.

Por Mariana Alvarenga
Fotos Alexandre Manfrim

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