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Desporto Escolar

Série de visitas e vistorias em instalações esportivas dão primeiro desenho aos JEB’s 2021

Confederação Brasileira do Desporto Escolar já tem esboço da distribuição das arenas para receber as 17 modalidades no megaevento resgatado em parceria com o Governo Federal. Competição reúnirá cerca de 7.500 atletas e será entre 29 de outubro e 5 de novembro do ano que vem, no Rio
Publicado em 20/11/2020 18h19
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Foto: Matheus Bacellar / Ministério da Cidadania

Após um mês de vistorias em arenas esportivas reformadas e construídas no Rio de Janeiro em função dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, o desenho dos Jogos Escolares Brasileiros de 2021 está próximo de uma forma definitiva. Nos últimos 30 dias, o diretor geral dos Jogos Escolares Brasileiro - JEB’s, Éverson Ciccarini, esteve com sua equipe no Parque Olímpico da Barra e também avaliou outras estruturas gerenciadas por Exército, Marinha e Aeronáutica na capital fluminense. 

Com isso, já há um primeiro desenho dos locais de disputa das 17 modalidades que vão compor o programa oficial da competição, que será retomada após um hiato de 17 anos, por meio de uma parceria firmada entre a Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBDE) e a Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania. A última edição dos JEB’s foi realizada em 2004.

Fizemos uma série de visitas e avaliações e, com essa primeira estrutura definida, faremos uma imersão com todos os envolvidos na organização para fechar vários detalhes e até o regulamento, que pode inclusive ser usado nas fases estaduais no início de 2021”

Éverson Ciccarini, diretor geral dos JEB's

“Fizemos uma série de visitas e avaliações e, com essa primeira estrutura definida, faremos uma imersão com todos os envolvidos na organização para fechar vários detalhes e até o regulamento, que pode inclusive ser usado nas fases estaduais no início de 2021”, afirmou Ciccarini. O evento prevê reunir cerca de 7.500 estudantes, de 12 a 14 anos, de todas as 27 Unidades Federativas do país, entre 29 de outubro e 5 de novembro de 2021. 

Pela previsão inicial da CBDE, haverá quatro quadras para as disputas do futsal e outras quatro para as do handebol. Elas serão montadas nas Arenas Cariocas 1, 2 e 3, no Parque Olímpico da Barra. No Velódromo, além das provas do ciclismo, a estimativa é de que a área central seja aproveitada para a montagem de quatro quadras de vôlei.

A ginástica artística e a ginástica rítmica estão projetadas para a Jeunesse Arena e a natação para o Parque Aquático Maria Lenk, ambas também no Parque Olímpico da Barra. O Estádio Olímpico de Tênis é uma das opções para a Cerimônia de Abertura. A ampla estrutura do Parque Olímpico da Barra, que foi o coração dos Jogos Rio 2016, também será aproveitada para a criação de um centro de convivência e de alimentação para as delegações e para apresentações das modalidades de demonstração: curling, escalada, esgrima, dança, polo aquático e skate. A depender da possibilidade de uso da Arena do Futuro, o local pode ainda abrigar o tênis de mesa e o badminton.

As visitas ao Parque Olímpico foram acompanhadas pelo Escritório de Governança do Legado Olímpico (EGLO), instituição ligada ao Ministério da Cidadania e responsável pelas Arenas Cariocas 1 e 2, pelo Velódromo e pelo Centro Olímpico de Tênis. “Fizemos um tour detalhado pelas instalações para que a CBDE tivesse a noção exata não só das áreas de jogo disponíveis sob nossa gestão, mas também dos bastidores de infraestrutura de cada espaço, que podem ser muito úteis para a organização do evento”, afirmou Mauricio Pelegrineti, coordenador geral do EGLO.

Para outras modalidades, as possibilidades, ainda em discussão, envolvem estruturas esportivas da Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA), do Parque Olímpico de Deodoro, administrado pelo Exército, e do Centro de Educação Física Adalberto Nunes (Cefan), sob gestão da Marinha.  Trata-se de um “quebra-cabeças” que ainda será montado para abrigar modalidades de luta – wrestling, judô, caratê e taekwondo –, além do basquete, do xadrez, do vôlei de praia e das provas de pista e de campo do atletismo.

"Vamos realizar uma semana de imersão para finalizarmos a configuração completa, com o plano de trabalho e a planilha de custos, para apresentar ao Ministério e aos patrocinadores. O futuro é promissor, mas sobretudo é a realização de um sonho que não é específico da CBDE, mas uma demanda reprimida de toda a sociedade e comunidade esportiva. Estou convicto de que vamos fazer o melhor evento esportivo escolar da história do Brasil", afirmou o presidente da CBDE, Antônio Hora Filho, em Live com representantes do setor esportivo escolar nesta semana.

Uma das vistorias no Parque Olímpico da Barra. Arena Carioca 1 deve receber partidas do futsal. Foto: EGLO 
Desde quando assumi a Secretaria Especial do Esporte registrei que uma de nossas metas é inverter a base da pirâmide do setor esportivo. A volta dos JEB’s está diretamente conectada com essa perspectiva. O esporte educacional é o caminho, porque transforma a vida da pessoa"

Marcelo Magalhães, secretário especial do Esporte do Ministério da Cidadania

Paridade nas delegações

Numa iniciativa para garantir a representativa equânime de todas as regiões, as 27 delegações vão contar com o mesmo número de componentes: 298. Em cada grupo estão contemplados, além dos atletas e técnicos, um chefe de delegação, coordenadores de modalidades, fisioterapeuta, médico, jornalista, fotógrafo e coordenador de mídias sociais. Há também previsão de paridade de gênero, com número similar de atletas no masculino e no feminino, principalmente nas modalidades coletivas.  As passagens aéreas, a hospedagem, a alimentação e os traslados internos de todos os componentes serão custeados pela CBDE, em especial com recursos que a entidade recebe a partir da Lei das Loterias do Governo Federal.

Pela divisão prevista pela CBDE, cada equipe de futsal, basquete e vôlei terá 12 atletas no masculino e 12 no feminino, enquanto as equipes de handebol terão 14 integrantes. A natação prevê dez provas individuais e dois revezamentos e cada delegação terá oito nadadores no masculino e oito no feminino. O atletismo prevê 15 provas, entre as de pista e de campo, além de um revezamento convencional e outro integrado, que reúne também atletas com deficiência intelectual.

No universo das lutas, o judô terá oito categorias no masculino e oito no feminino. O caratê abre espaço para cinco atletas em cada naipe. O wrestling terá disputas nas categorias, leve, médio e pesado, com um representante de cada categoria em cada naipe. O taekwondo terá cinco atletas no masculino e cinco no feminino em cada Unidade Federativa.

Nos esportes com raquete, o tênis de mesa prevê disputas individuais e por equipes mistas, com dois atletas no masculino e dois no feminino por delegação. O badminton terá as categorias individuais e de duplas (masculina, feminina e mista). Nas ginásticas artística e rítmica, a previsão é de competições no individual geral e por aparelhos.


Seletiva para o Sul-Americano

Nove das 17 modalidades em disputa nos Jogos Escolares Brasileiros estão confirmadas no JEB’s como seletivas para os Jogos Sul-Americanos Escolares, que serão disputados em Brasília (DF), em dezembro de 2021: atletismo, basquete, futsal, handebol, judô, vôlei, natação, tênis de mesa e xadrez.

Como país-sede, o Brasil pleiteia junto à confederação sul-americana a possibilidade de incluir na competição continental o caratê e o vôlei de praia. Se o pleito for bem-sucedido, as duas modalidades também terão os JEB’s como seletivas.  Já o wrestling, a ginástica artística, a ginástica rítmica, o badminton, o ciclismo e o taekwondo terão as disputas nos JEB’s, mas não estarão presentes no programa da competição continental.  

Oportunidade e inversão da pirâmide

Para o presidente da CBDE, mais do que o significado esportivo, o megaevento escolar tem como prioridade a criação de oportunidades. “O esporte educacional permite trazer luz, rumo e esperança ao universo de crianças e jovens. Vivemos numa sociedade carente de esperança. Queremos fazer com que crianças e jovens possam alimentar seus sonhos de desenvolvimento humano, ascensão social e condição melhor de vida para seus descendentes. O esporte educacional vai ao encontro de todos esses conceitos. É uma vitrine dos bons exemplos da nossa sociedade”, afirmou Hora Filho.

"Desde quando assumi a Secretaria Especial do Esporte registrei que uma de nossas metas é inverter a base da pirâmide do setor esportivo. A volta dos JEB’s está diretamente conectada com essa perspectiva. O esporte educacional é o caminho, porque transforma a vida da pessoa", ressaltou o secretário Especial do Esporte do Ministério da Cidadania, Marcelo Magalhães.

Diretoria de Comunicação – Ministério da Cidadania