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Esporte de inclusão

Parceria com projeto do bicampeão do UFC José Aldo vai levar artes marciais a mais de cinco mil jovens no Rio de Janeiro

Formando Campeões prevê investimento de R$ 3,6 milhões em dois anos para treinar, exaltar potencialidades, trabalhar valores e resgatar autoestima
Publicado em 16/04/2021 16h46
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Imagens captadas antes da pandemia do novo coronavírus. Fotos: Divulgação

Com um cartel invicto de oito vitórias no World Extreme Cagefighting (WEC) e um bicampeonato no Ultimate Fighting Championship (UFC), José Aldo se consolidou como um dos grandes nomes da tradição brasileira nas lutas marciais mistas. Com a visibilidade que conquistou, o manauara de 34 anos passou a investir também no esporte com viés social. Desde 2015, ele desenvolve o projeto Escola de Lutas José Aldo, com o objetivo de utilizar o Muay Thai e o Jiu-Jitsu como ferramenta de inclusão social para a formação de jovens do Complexo da Maré e de Morro Azul, no Rio de Janeiro.

No esporte, quando você tem um ídolo, ele traz uma força maior, porque as crianças podem ver a trajetória de alguém que saiu de uma situação parecida com a deles e conseguiu transformar a própria vida. Ter um exemplo vivo do que as crianças estão almejando pelo caminho do esporte faz diferença”

Fabiola Molina, secretária nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social do Ministério da Cidadania

Com base na expertise que ele adquiriu nesta caminhada, o Governo Federal, por meio da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania, firmou parceria com um novo projeto do atleta: o Formando Campeões vai possibilitar a expansão das atividades da Escola de Lutas, que já é referência na região. O investimento será de R$ 3,6 milhões em um convênio com duração de dois anos. Nesse período, as atividades realizadas no contraturno escolar serão expandidas para Itatiaia (RJ), Miguel Pereira (RJ), Barra do Piraí (RJ), Silva Jardim (RJ) e Guarulhos (SP). A estimativa é atender cerca de 5.200 alunos assim que as restrições impostas pela pandemia do coronavírus permitirem.

Ao longo dos últimos seis anos, os projetos de José Aldo atenderam mais de mil crianças e adolescentes de nove a 17 anos, numa ação que tem como fio condutor o desenvolvimento motor, cognitivo e afetivo-social. Além de despertar o gosto pela atividade física nos jovens, as atividades proporcionam benefícios à saúde e à convivência social, como espírito de cooperação e disciplina.

Secretária nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social do Ministério da Cidadania, Fabíola Molina ressalta a importância de se apoiar projetos sociais consistentes e encabeçados por atletas, em especial pelo poder do exemplo que eles podem transmitir.

“No esporte, quando você tem um ídolo, ele traz uma força maior, porque as crianças podem ver a trajetória de alguém que saiu de uma situação parecida com a deles e conseguiu transformar a própria vida. Ter um exemplo vivo do que as crianças estão almejando pelo caminho do esporte faz diferença”, comentou Fabiola. “Além da importância de se ter um atleta com tanta experiência como o José Aldo, o projeto tem o diferencial de trabalhar com o desenvolvimento de valores junto às habilidades esportivas. Dessa forma, se torna ainda mais impactante”, complementou a secretária.

José Aldo, que também é embaixador dos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs), ressalta que tem como meta buscar a formação ampla de cidadãos e ressaltar as potencialidades de cada aluno. “Os valores e habilidades que a gente trabalha, quando considerados numa perspectiva da sociedade, tendem a fornecer bases sólidas para melhorar a qualidade do processo educacional dos adolescentes e jovens. Isso tem impacto na vida deles. O objetivo é resgatar a autoestima do jovem e fazê-lo acreditar no próprio potencial, independentemente de classe social”, afirmou.

“Agradeço à secretaria Especial do Esporte e toda sua equipe, por acreditar no projeto e proporcionar essa oportunidade para centenas de jovens. Eu me sinto honrado em poder contribuir e impactar na melhoria da qualidade e perspectiva de vida desses jovens. Meu papel é incentivá-los a batalhar, a não desistir dos sonhos. Quando se tem foco e determinação, não existem barreiras”, encerrou o atleta.

Diretoria de Comunicação – Ministério da Cidadania