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Tóquio 2021

Digital do Bolsa Atleta está em mais de 95% da delegação paralímpica que vai a Tóquio

Entre os 232 convocados pelo Comitê Paralímpico Brasileiro, 222 recebem os recursos do programa do Governo Federal. Em 15 das 20 modalidades com brasileiros qualificados, 100% são bolsistas
Publicado em 09/07/2021 09h55
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Daniele Rauen, medalhista nos Jogos Rio 2016 e classificada para Tóquio: 'O Bolsa Atleta é um parceiraço desde sempre'. Foto: Miriam Jeske/ rededoesporte.gov.br

A maior delegação brasileira já convocada para disputar uma edição de Jogos Paralímpicos fora de casa tem a digital onipresente do Bolsa Atleta. O programa de patrocínio individual do Governo Federal contempla 222 dos 232 atletas (95,7%) anunciados pelo Comitê Paralímpico Brasileiro para representar o país na capital japonesa. A delegação nacional como um todo terá ao todo 253 integrantes, levando em conta os guias para atletas com deficiência visual e os calheiros (auxiliam atletas da bocha).

O esporte paralímpico brasileiro é referência mundial de organização e excelência. A presença tão significativa do Bolsa Atleta na delegação é reflexo dessa qualidade da equipe, que consegue resultados expressivos suficientes para pleitear a bolsa em todas as suas categorias”

Marcelo Magalhães, secretário especial do Esporte do Ministério da Cidadania

O Brasil vai participar em 20 dos 22 esportes previstos no programa. As exceções são o rúgbi e o basquete em cadeira de rodas. Em 15 das 20 modalidades com presença nacional, 100% dos atletas são bolsistas. São os casos de bocha, esgrima, futebol de cinco, halterofilismo, hipismo, judô, badminton, canoagem, ciclismo, taekwondo, remo, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, tiro esportivo e tiro com arco.

Nas modalidades com maior número de convocados, a presença do programa também é expressiva. No atletismo, dos 64 inscritos, 62 são bolsistas. Na natação, dos 35 convocados, 31 fazem parte do programa que premia o mérito esportivo executado pela Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania. Entre os bolsistas na delegação, 137 são homens (59%) e 95, mulheres (41%).  

No ciclo entre os Jogos Rio 2016 e Tóquio 2021, o investimento direto do Governo Federal nos 222 bolsistas qualificados para os Jogos Paralímpicos supera os R$ 74 milhões. Paralelamente, o investimento direto do Governo Federal nas 20 modalidades em que o país terá representantes em Tóquio superou os R$ 151 milhões no ciclo, recursos suficientes para conceder 5.514 bolsas a atletas de destaque nesses esportes.

“O esporte paralímpico brasileiro é referência mundial de organização e excelência. A presença tão significativa do Bolsa Atleta na delegação é reflexo dessa qualidade da equipe, que consegue resultados expressivos suficientes para pleitear a bolsa em todas as suas categorias”, afirmou o secretário especial do Esporte do Ministério da Cidadania, Marcelo Magalhães.

Repercussão direta

O Bolsa Atleta é o maior programa de patrocínio direto do mundo e permite que todo desportista de alto rendimento se mantenha treinando bem, comprando material, tendo boa alimentação, o que não seria possível sem esse grande incentivo”

Yohansson Nascimento, bolsista por dez anos e atual vice-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro

O resultado desse aporte costuma ter repercussão nos megaeventos. Nos Jogos Rio 2016, 100% das medalhas conquistadas pelos atletas paralímpicos brasileiros vieram com integrantes do Bolsa Atleta. Na ocasião, o país somou 72 medalhas: 14 ouros, 29 pratas e 29 bronzes, na oitava posição no quadro de medalhas.

Na última edição fora do Brasil, em Londres 2012, o Brasil teve 178 atletas, até então a maior já registrada. O número confirmado para a capital japonesa só é superado pela participação nos Jogos Rio 2016, já que naquela ocasião o Brasil garantiu vagas em todas as modalidades por ser a sede e somou 286 atletas.

Atual vice-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Yohansson Nascimento sabe com precisão a relevância do programa na carreira de um atleta de alto rendimento. Integrante do Bolsa Atleta de forma ininterrupta entre 2011 e 2020, ele conquistou seis medalhas paralímpicas, 11 em mundiais e nove em Jogos Parapan-Americanos no atletismo, com a companhia de um investimento federal direto de R$ 1,18 milhão no período.

“O Bolsa Atleta é de fundamental importância na preparação do atleta paralímpico em suas competições. Eu tenho certeza de que todo esse incentivo se reflete demais nos resultados que o esporte paralímpico vem conquistando ao longo dos anos. O Bolsa Atleta é o maior programa de patrocínio direto do mundo e permite que todo desportista de alto rendimento se mantenha treinando bem, comprando material, tendo boa alimentação, o que não seria possível sem esse grande incentivo”, afirmou Yohansson Nascimento.

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Yohansson Nascimento: bolsista por dez anos e atual vice-presidente do CPB: 'Todo esse incentivo se reflete demais nos resultados que o esporte paralímpico vem conquistando'. Foto: Daniel Zappe/CPB

Medalhista de bronze nos Jogos Rio 2016 e classificada para Tóquio após conquistar o título individual no Parapan de Lima, em 2019, a mesatenista Danielle Rauen está na fase final de ajustes. O tênis de mesa terá 14 representantes em Tóquio, e 100% são bolsistas. “O Bolsa Atleta é um parceiraço meu de tantos anos. Um apoio fundamental para mim e para os atletas brasileiros. É algo que faz a gente chegar na melhor performance, no melhor desempenho, seja nas mesas, nas quadras, piscinas. Com certeza honraremos esse apoio que temos e achamos tão importante para essa nossa caminhada em Tóquio”, comentou a atleta, integrante da categoria Pódio.

Os dados sobre o Bolsa Atleta foram apurados com a área técnica da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania em parceria com o Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que trabalha desde 2013 com levantamento de dados e análises relativas ao esporte nacional, com pesquisas voltadas à gestão e políticas públicas para o esporte.

Diretoria de Comunicação – Ministério da Cidadania