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Brasil passa a ter um representante na Agência Mundial Antidopagem

O professor Leonardo Mataruna dos Santos vai integrar o Comitê de Educação da maior autoridade de combate ao doping no esporte do planeta. Secretária nacional da ABCD comemora escolha
Publicado em 16/11/2020 18h30 Atualizado em 16/11/2020 18h32
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Leonardo Mataruna. Foto: Divulgação

O Brasil ganhou um representante na Agência Mundial Antidopagem (WADA, em inglês). O professor Leonardo Mataruna dos Santos passou por um processo de seleção global e pelos próximos três anos irá colaborar no Comitê de Educação da maior autoridade de combate ao doping no esporte do planeta.

A ABCD recebe a notícia com muita satisfação. Estamos muito felizes de termos uma representação do Brasil na WADA”

Luisa Parente, secretária nacional da ABCD

“Compor o Comitê de Educação da WADA é ter o dever de ajudar instituições ao redor do mundo a desenvolver programas, iniciar pesquisas e avançar com mecanismos eficazes na luta antidopagem”, afirmou Mataruna, que é professor doutor da Canadian University of Dubai e professor associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A secretária nacional da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) comemorou a escolha. “A ABCD recebe a notícia com muita satisfação, pois se trata de uma posição ocupada por um brasileiro. Demos os parabéns para ele e desejamos sucesso na função. Estamos muito felizes de termos uma representação do Brasil na WADA”, afirmou Luisa Parente. “Inclusive, ele já está convidado para a primeira reunião do Fórum Brasileiro Antidopagem”, completou.

A opção pelo brasileiro levou em consideração o currículo profissional, a experiência de ensino e pesquisa, a vivência no campo prático do esporte, as contribuições para o combate antidopagem, a produção de conhecimento em publicações científicas e a intimidade com a diversidade cultural e social do esporte em diferentes países.

O professor Leonardo Maturana terá a função de recomendar e orientar a gestão da WADA com relação a estratégias e atividades de educação de curto e longo prazo; sugerir materiais educacionais eficazes nas mensagens antidopagem para educação global; buscar parcerias eficientes com stakeholders para evitar o uso de substâncias ilícitas; e dar pareceres sobre materiais criados para campanhas mundiais.

 “A posição no Comitê de Educação da WADA é voluntária e sem remuneração, mas exige um altíssimo grau de comprometimento e dedicação pela condição de embaixador mundial da antidopagem em todos os países com ações físicas e digitais”, disse Maturana.

A favor da candidatura do brasileiro pesaram pontos como as experiências como consultor da Unesco e como coordenador de sessões educativas da Academia Olímpica Internacional e pelo fato de ele ser membro das Academias Olímpicas do Brasil, México e Portugal, além da participação em delegações de esportes olímpicos e paralímpicos desde 2000.

“O Brasil, sem dúvidas, é um país que combate fortemente a dopagem. O COB, a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem, a Comissão Desportiva Militar do Brasil, além de outras instituições, já usam abordagens educativas para combater o problema. Entretanto, ainda há muito por avançar visto que a primeira experiência de um atleta com antidoping deve ser através da educação, em vez do próprio controle de doping”, analisou Mataruna.

Diretoria de Comunicação - Ministério da Cidadania