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Tóquio 2021

Brasil amplia número de vagas e já tem 244 garantidas nos Jogos Olímpicos de Tóquio

Desse total, 97 são nominais, sendo que 90 atletas (92,7%) são integrantes do Bolsa Atleta. Investimento direto do Governo Federal nas 28 modalidades qualificadas supera R$ 191 milhões
Publicado em 07/06/2021 17h13
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Natação, skate, ginástica artística e atletismo: boas notícias para integrantes do Bolsa Atleta na reta final para Tóquio

O último fim de semana registrou a conquista de mais vagas olímpicas para o Brasil nos Jogos de Tóquio. Agora são 244 postos garantidos, dos quais 97 têm nome e sobrenome - os demais dependem de convocação das confederações. Desse grupo, 90 (92,78%) fazem parte do Bolsa Atleta, programa de patrocínio individual do Governo Federal, executado pela Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania. Nas 28 modalidades em que o país tem vaga assegurada, o investimento federal é de R$ 191,6 milhões apenas no atual ciclo olímpico.

A maior parte dos integrantes pertence à categoria mais alta do programa, a Pódio: 60 atletas que cumprem o requisito de estar entre os 20 melhores do mundo em suas modalidades. Em seguida, há 14 na Internacional, 11 na Olímpica e cinco na Nacional. Entre os 90 bolsistas que já estão com passaporte carimbado para o Japão, o investimento direto feito pelo programa federal é de mais de R$ 28,1 milhões entre 2017 e 2021.

No último fim de semana, o Parque Olímpico da Barra, principal palco das competições do Rio 2016, recebeu o Pan-Americano de Ginástica Artística. Além das 16 medalhas conquistadas pela seleção, sendo nove de ouro, duas de prata e cinco de bronze, o país garantiu mais duas vagas nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Rebeca Andrade ficou em primeiro lugar no individual geral, com 56.700 pontos, e conseguiu a vaga. Até então, apenas Flavia Saraiva estava classificada no elenco feminino.

“Estou muito feliz com a apresentação. Minha carreira na ginástica foi muito brilhante e, ao mesmo tempo, difícil. Foram várias situações que tive que enfrentar. Estava há muito tempo sem competir. Disputar uma competição, mesmo no nosso país, e manter a calma, foi difícil. Tentei manter essa calma e deu certo", comentou a bolsista da categoria Pódio. Além dela, Diogo Soares, também bolsista, garantiu no Pan mais uma vaga para a seleção masculina.

O skate foi outro destaque do fim de semana. Pâmela Rosa, Rayssa Leal e Leticia Bufoni chegaram à classificação olímpica depois de avançarem à final do Mundial de Street, em Roma, na Itália. Na decisão, Rayssa faturou o bronze. A atleta de apenas 13 anos é a mais jovem brasileira da história a se garantir em uma edição de Jogos Olímpicos. "Sempre foi um sonho estar nas Olimpíadas e agora vou poder realizar isso no próximo mês. Não tenho palavras para agradecer a todo mundo. Dar o meu melhor na pista, treinar bastante, tanto o físico quanto o psicológico”, comemorou.

No masculino, Kelvin Hoefler, Felipe Gustavo e Giovanni Vianna também carimbaram o passaporte durante o Mundial. "É gratificante porque é a primeira vez que a gente vai estar lá. Vai ser uma experiência nova para mim e para todos. Não vejo a hora de chegar lá e representar o Brasil”, destacou Kelvin Hoefler.

Além da equipe do Street, o Brasil contará nas Olimpíadas com Luiz Francisco, Pedro Barros, Pedro Quintas, Dora Varella, Isadora Pacheco e Yndiara Asp, no Park. O skate estreia no programa olímpico no dia 25 de julho. Entre os 12 brasileiros classificados, dez estão no Bolsa Atleta.

Mais vagas

No atletismo, Thiago André, de 25 anos, conseguiu o índice olímpico dos 800m ao terminar o 6º Torneio Atletismo Paulista com 1min44s92, superando a marca de 1min45s20 exigida pela World Athletics. Contemplado com a Bolsa Atleta na categoria Olímpica, o corredor ainda tem chance de se classificar também nos 1.500m.

Já Érica Sena, que também está garantida em Tóquio, conquistou no último sábado a medalha de bronze no 34º GP Internacional de Marcha Cantones de La Coruña, na Espanha. A pernambucana, que é integrante da categoria Pódio, completou os 20km no circuito em 1h28min44s.

Mais vagas olímpicas vieram da natação. A Federação Internacional de Natação (FINA) confirmou a convocação dos revezamentos 4x100m livre e 4x100m medley misto do Brasil, equipes que participavam da repescagem mundial de revezamentos encerrada no último dia 31 de maio. Com os resultados, o Brasil, agora, tem cinco revezamentos classificados para Tóquio: 4x100m livre (masculino), 4x200m livre (masculino), 4x100m medley (masculino), 4x100m livre (feminino) e 4x100m medley (misto).

A confirmação aumenta o número de atletas integrantes da delegação brasileira na natação. Agora, a seleção tem 23 convocados. Os revezamentos 4x200m livre feminino e 4x100m medley feminino não terminaram entre os quatro primeiros do ranking da repescagem, mas ainda podem obter a classificação, dependendo da confirmação ou não dos países mais bem colocados à FINA. Essa confirmação deve ocorrer até o meio de junho.

Outra modalidade que vai fechar em breve a lista de classificados é o judô. A seleção brasileira está disputando o Mundial de Budapeste, último torneio válido para a corrida do ranking olímpico. No primeiro dia de disputas, Eric Takabatake (60kg) caiu nas oitavas de final, enquanto Gabriela Chibana (48kg) foi eliminada na estreia.

Nesta segunda, Larissa Pimenta (52kg) também foi derrotada nas oitavas, ao sofrer ippon para a israelense Gefen Primo. Na terça (7.06), Ketelyn Nascimento e Eduardo Barbosa lutam pela classificação. Como estão fora da zona de ranqueamento para Tóquio, precisam de um bom resultado no Mundial para manterem vivo o sonho olímpico.

Jogos Paralímpicos

O Brasil também ampliou a participação nos Jogos Paralímpicos. No último sábado, foi encerrada a seletiva nacional de natação paralímpica, em São Paulo, com 58 atletas na disputa. Ao todo, 29 conquistaram o índice para o megaevento, sendo 11 mulheres e 18 homens. Agora o país tem 35 vagas na natação em Tóquio, já que, pelos critérios do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), também estão confirmados os campeões mundiais de 2019.

"A qualidade técnica foi melhor do que o esperado. Estávamos há tempos sem competição, não sabíamos ao certo como os atletas iriam nadar, apesar das tomadas de tempo. Não tínhamos a perspectiva de ter tantos atletas com índice. Foi bom ver que o planejamento estratégico da modalidade, pós-Jogos Rio 2016, deu certo. É uma seleção nova, isso é importante", analisou o técnico-chefe da Seleção Brasileira, Leonardo Tomasello.

No tênis de mesa paralímpico, Jennyfer Parinos, integrante da categoria Pódio do Bolsa Atleta, também garantiu a vaga no Japão ao vencer a Seletiva Mundial da classe 9 feminina em Lasko, na Eslovênia. Na decisão, a brasileira superou a ucraniana Iryna Shynkarova por 3 a 0 (11/4, 11/6 e 11/1).

a Seleção Brasileira de remo paralímpico conquistou mais duas vagas durante a Regata de Gavirate, na Itália. Com a classificação dos barcos no single skiff feminino pela classe PR1 e no quatro com misto PR3, o Brasil vai competir no Japão com os quatro barcos possíveis (skiffs masculino e feminino, double misto e quatro com timoneiro).

Diretoria de Comunicação - Ministério da Cidadania