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ABCD e Confederação Brasileira de Skate participam de Live sobre antidopagem e os Jogos Olímpicos de Tóquio

Luisa Parente e Eduardo Musa abordaram temas como a educação antidopagem e a redução da alíquota de importação de skates de uso profissional
Publicado em 30/04/2021 16h47


A Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) e a Confederação Brasileira de Skate (CBSk) participaram nesta sexta-feira (30.04) de um bate-papo ao vivo, transmitido pelo Facebook da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania. Às vésperas dos Jogos Olímpicos de Tóquio, a Live abordou temas como a educação antidopagem, a legislação e os procedimentos de coleta.

Nosso desejo é que todas as entidades nacionais de administração do desporto possam realmente incorporar a antidopagem em seus planejamentos estratégico e técnico"

Luisa Parente, secretária nacional da ABCD

"A parceria com a CBSk nos honra muito e nos alegra porque estamos em um caminho de união de esforços para que todos possam se informar e conhecer mais sobre a antidopagem", comentou a secretária nacional da ABCD, Luisa Parente. "Nosso desejo é que todas as entidades nacionais de administração do desporto possam realmente incorporar a antidopagem em seus planejamentos estratégico e técnico", acrescentou.

Neste mês de abril, a ABCD promoveu três dias de treinamento junto à comunidade do skate. Atletas, dirigentes, comissão técnica e pessoal de apoio tiveram aulas virtuais sobre educação antidopagem, procedimentos para coleta de amostras, legislação e outros assuntos. "Descobrimos nesses cursos que um simples remédio para dor de cabeça, que está no uso diário, pode ser acusado no doping. Isso, no esporte de alto rendimento, às vezes não é muito debatido, e para a comunidade do skate é tudo novo", exemplificou o presidente da CBSk, Eduardo Musa.

Em Tóquio, a modalidade fará a estreia em Jogos Olímpicos. Para isso, foi necessário aprender as regras do jogo. "Cada um tem a liberdade de escolher o que quer para a sua vida, e no skate não é diferente, mas os atletas tinham que saber como funciona no alto desempenho olímpico", comentou o dirigente. "Acho que o nosso trabalho foi bem sucedido porque, mesmo com todo o preconceito com a imagem dos skatistas, na corrida olímpica o Brasil fez 52 finais, em várias competições, e 52 atletas brasileiros foram testados, sem nenhum exame positivo. A comunidade entendeu qual é a regra do jogo", acredita.

Para Musa, o Brasil chega ao Japão como uma potência no skate mundial, assim como os norte-americanos e os donos da casa. "São quatro disputas, em duas modalidades, o Street e o Park, no masculino e no feminino, com 20 atletas por modalidade. Então são 80 skatistas do mundo inteiro disputando 12 medalhas. Cada país tem o limite máximo de levar 12 atletas", explicou. "Temos uma excelente expectativa, mas o resultado prefiro aguardar o 24 de julho".

Outro tema tratado durante a conversa ao vivo foi a redução da alíquota de importação de 20% para 2% de skates de uso profissional. "Foi espetacular essa medida porque ajuda muito a baratear os materiais, que são importados", avaliou. "É uma vitória grande para quem pratica o esporte em alto nível e precisa de material importado", acrescentou o presidente da confederação.

Reta final

A secretária da ABCD explicou ainda como tem sido a atuação da antidopagem na fase final de preparação dos atletas para os Jogos de Tóquio. Segundo ela, o mesmo trabalho de educação feito com o skate tem sido realizado com outras confederações. "Nessa ação de parceria com as entidades de administração do desporto, buscamos outras 15 confederações. A meta é alcançarmos até 30 ainda neste ano. O ideal é que todas façam parte desse pacote permanentemente porque a educação é continuada", ressaltou.

"Além dessas ações mais próximas e intimistas com as confederações, estamos lançando em português a plataforma ADEL, que é a plataforma oficial da Agência Mundial Antidopagem de cursos direcionados aos atletas e ao pessoal de apoio. Esses cursos serão obrigatórios para a viagem desses atletas até Tóquio", afirmou. "Além dessa plataforma, a atuação da ABCD segue nas suas outras áreas, como operações, controle de dopagem, formação e certificação de oficiais, além da gestão de resultados", acrescentou Luisa Parente.

Diretoria de Comunicação - Ministério da Cidadania