Notícias

Ministro vai à embaixada dos EUA agradecer apoio americano na OCDE e anuncia secretaria especial para cuidar do tema

Ministro da Casa Civil vai a embaixada dos EUA agradecer apoio americano e anuncia Secretaria Especial para Acessão à OCDE

- Foto: Rafael Carvalho/Casa Civil

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, reuniu-se na manhã desta quinta-feira (16), com o encarregado de negócios dos Estados Unidos no Brasil, William Popp, para agradecer o apoio do governo norte-americano à acessão do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). “O apoio dos Estados Unidos é muito importante e o presidente Jair Bolsonaro e todos nós recebemos o anúncio com muita alegria”, afirmou o ministro ao embaixador.

Além disso, Onyx também disse que o governo brasileiro pretende criar, no âmbito da Casa Civil, uma Secretaria Especial para Acessão à OCDE. “Esse tema hoje já é coordenado pela Casa Civil, em conjunto com outras pastas, mas queremos dar mais celeridade ao processo e a criação da Secretaria Especial, com equipes dedicadas, vai garantir mais agilidade e eficiência a esse trâmite”, enfatizou.

O ministro lembrou também que o governo do presidente Jair Bolsonaro já utiliza, desde a transição, padrões de governança da OCDE. “‎São 254 instrumentos legais para acessão à OCDE. E já aderimos a 81 e mais 65 estão em análise pela OCDE neste momento”, assegurou. “Estamos com um grau de alinhamento de mais de 80 por cento aos padrões da OCDE em nosso governo”, acrescentou.

OCDE

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico reúne as nações mais desenvolvidas do mundo. Fazer parte da OCDE é como ter um carimbo de viabilidade para negócios, para receber investimentos e, portanto, gerar empregos, renda e qualidade de vida. Isso ocorre porque, para ser membro da OCDE, o país deve ter as melhores práticas de governança, de gestão pública, com uma democracia consolidada, instituições sólidas e uma economia sustentável. Portanto, ao ser aceito pela OCDE, o país passa a ser visto pelo mercado mundial como um lugar favorável para se investir, trabalhar, negociar e movimentar a economia.

As nações que não fazem parte podem iniciar processo para entrar na Organização apresentando candidatura. Este processo é dividido basicamente em duas etapas: primeiramente, o país se candidata; depois, inicia o "processo de acessão", de entrada, que é quando a Organização avalia de fato se o país está apto ou não para ser admitido.
O Brasil é considerado parceiro estratégico pela OCDE e se prepara de forma sólida para ingressar no grupo.