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Anac recebe da Abin relatório que visa reforçar segurança da informação da Agência
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) recebeu nesta quarta-feira, 29 de abril, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o relatório de conclusão do Programa Nacional de Proteção do Conhecimento Sensível (PNPC).
O documento tem como objetivo apoiar a Anac no fortalecimento da segurança da informação e na mitigação de riscos relacionados à espionagem, sabotagem e vazamento de dados estratégicos da instituição.
Foram mais de 500 horas de trabalho conjunto entre as agências, em uma parceria que reforça o compromisso da Anac na proteção aos dados sensíveis do Estado brasileiro.
O diretor-presidente da Anac, Tiago Faierstein, destacou a relevância da iniciativa para o setor aéreo brasileiro. “Estamos comprometidos com essa agenda. Na aviação civil temos muita informação sensível que não pode ser vazada nem perdida”, afirmou.
Faierstein ressaltou ainda que, apesar das limitações financeiras, a Agência conta com um quadro técnico altamente qualificado. “Esse trabalho não será em vão. Vamos colocar as sugestões em prática e avaliar o progresso ao longo dos anos. O que queremos é dar uma grande entrega para a sociedade brasileira”, concluiu.
O diretor-adjunto da Abin, Rodrigo de Aquino, reforçou a missão da Agência de Inteligência em colaborar com instituições nacionais na proteção de dados sensíveis. Segundo ele, a Abin atua como órgão de assessoramento e depende da cooperação das entidades para que seu conhecimento técnico seja aplicado da melhor forma possível.
Aquino reconheceu que as recomendações da Abin nem sempre são de fácil implementação, exigindo análise detalhada e adaptações específicas. “A adoção dessas medidas envolve não apenas questões orçamentárias, mas também mudanças culturais e normativas. É um processo que requer estudo, trabalho contínuo e tempo de maturação”, ressaltou.
Segurança cibernética
Para a diretora do Departamento de Contrainteligência da Abin, Cristina Rodrigues, o enfrentamento das ameaças cibernéticas é um processo contínuo e deve ter como prioridade a prevenção. Ela destacou que os riscos evoluem em velocidade superior à capacidade de resposta das medidas tradicionais, o que exige constante alerta, sensibilização e orientação às instituições sobre como resguardar o conhecimento sensível.
Embora o relatório final não possa ser divulgado por tratar de vulnerabilidades internas, sua conclusão evidencia avanços significativos, como o aperfeiçoamento dos mecanismos de prevenção e resposta e a construção de um ambiente institucional mais resiliente e preparado para enfrentar desafios emergentes.
Dinâmica dos trabalhos
O trabalho contou com três fases distintas. A primeira foi a de sensibilização, que incluiu palestras da Abin sobre temas de segurança, como dicas de uso do celular, engenharia social, exposição digital para a alta gestão, uso seguro de redes sociais e espionagem industrial.
Na segunda fase, dedicada à avaliação de segurança cibernética, servidores da Abin aplicaram técnicas especializadas para identificar, analisar e mitigar ameaças direcionadas a infraestruturas computacionais essenciais, com o apoio da Superintendência de Tecnologia da Informação da Anac (STD).
A terceira e última etapa foi a de avaliação de riscos, voltada para identificar e analisar vulnerabilidades que pudessem comprometer os conhecimentos sensíveis custodiados pela Anac. O objetivo foi mapear fragilidades institucionais e sugerir medidas corretivas para fortalecer a proteção da informação. Essa fase contou com a participação de todas as unidades da agência.
Assessoria de Comunicação Social da Anac