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Antidopagem

Secretaria Especial do Esporte e ABCD têm encontro virtual com presidente da Agência Mundial Antidopagem

Na pauta, iniciativas de engajamento dos atletas nas políticas de jogo limpo, o papel essencial da educação e as inovações nos métodos de coleta, análise e armazenamento de amostras
Publicado em 28/08/2020 13h19
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Os atletas como foco e prioridade das ações. A educação como pilar essencial de uma cultura esportiva que preze pela antidopagem. Firmeza de atitudes no combate ao uso de substâncias proibidas. Investimento em pesquisa e inovação. Busca de novas formas de financiamento do esporte. E o estreitamento das parcerias entre países e entidades antidopagem.

Temos como política frequente trazer para perto os atletas. A antidopagem é voltada para eles e eles têm de participar ativamente. Um dos canais que temos aproveitado é a Comissão Nacional de Atletas (CNA), órgão de assessoramento do Governo Federal. A partir dela, conseguimos atingir todas as comissões de atletas de entidades esportivas e damos mais voz aos esportistas no tema da antidopagem"

Luisa Parente, secretária da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem

De forma breve, foi essa a tônica de um encontro virtual realizado nesta quinta-feira, 27.08, numa videoconferência que reuniu o presidente da Agência Mundial Antidopagem (Wada na sigla em inglês), Witold Bańka, o secretário adjunto da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania, André Alves, a secretária da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), Luisa Parente, e a diretora do escritório da Wada para a América Latina, María José Pesce.

"Esse encontro faz parte de uma atividade de aproximação do presidente da Wada com países e organizações antidopagem. Eles acabaram de lançar o planejamento deles para o período entre 2020 e 2024. A própria ABCD tem esse documento como uma de suas referências e concilia essas diretrizes com os planejamentos da Secretaria Especial do Esporte e do Ministério da Cidadania", disse Luisa Parente. 

Segundo a secretária da ABCD, Bańka detalhou parte das novas diretrizes da entidade e congratulou o Brasil por iniciativas recorrentes de trabalho com educação antidopagem, voltadas tanto para atletas de alto rendimento quanto de base, além de dirigentes e treinadores conectados à engrenagem do esporte olímpico e paralímpico.

"Nós enfatizamos para eles que estamos bem integrados com o planejamento estratégico da Wada. Temos como política frequente trazer para perto os atletas. A antidopagem é voltada para eles e eles têm de participar ativamente. Um dos canais que temos aproveitado é a Comissão Nacional de Atletas (CNA), órgão de assessoramento do Governo Federal. A partir dela, conseguimos atingir todas as comissões de atletas de entidades esportivas e damos mais voz aos esportistas no tema da antidopagem", comentou Luisa Parente.

A ABCD seguiu com o trabalho de aproximação com atletas e entidades esportivas mesmo com as restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus. Exemplos dessa rotina são as reuniões online corriqueiras com confederações e comitês e a realização da segunda edição do Seminário Antidopagem Brasileiro, este ano realizado integralmente de forma virtual, em três dias de palestras e discussões. 

Firmeza

No tema do combate à dopagem, Witold Bańka reforçou o comprometimento com ações firmes de resposta ao uso de substâncias proibidas e que prejudiquem o jogo limpo, ao mesmo tempo em que indicou a prioridade da entidade no investimento em inovações e pesquisa.

"É uma diretriz para nós. Temos de ser firmes na observância de padrões e regras, ao mesmo tempo em que precisamos estar abertos ao diálogo para inovarmos, crescermos e aprimorarmos nossos modelos de ações", afirmou Luisa Parente. 

 

Gotas de sangue

Na perspectiva da inovação, uma das apostas da Wada para os próximos anos é uma mudança significativa na forma com que as amostras de sangue são coletadas, transportadas e analisadas. O modo atual de coleta é considerado invasivo para os atletas, de alto custo pela sensibilidade no transporte e requer espaço significativo para armazenamento.

A solução já em fase de implementação pela entidade foi batizada de Dried Blood Spot (DBS). Numa explicação resumida, as amostras passam a ser coletadas a partir de poucas gotas de sangue, que são aplicadas e secas em um filtro de papel. "Assim, elas podem ser facilmente transportadas para um laboratório e analisadas usando vários métodos. É uma forma mais rápida e eficente de se apurar por meio de amostra biológica de sangue as evidências necessárias", disse Luisa Parente.

A intenção da Wada é que o novo método permita expandir o número de coletas e que os monitoramentos cheguem a locais remotos, em que hoje a coleta é difícil de ser feita. Segundo vídeo postado pela Wada em seu site, a intenção é que o DBS já seja oficial para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno de 2022, em Pequim, e que alguns aspectos do método sejam adotados já nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, que foram adiados para 2021.

Pontos de convergência

Segundo o secretário adjunto André Alves, o encontro também serviu para identificar pontos de convergência entre o trabalho da Wada e o da Secretaria Especial do Esporte, em especial na visão da necessidade de buscar novas formas de financiamento do esporte, com parcerias com o setor privado.

"Foi uma reunião com um caráter de cortesia, que serviu bem para apresentar o presidente da Wada à nova estrutura da Secretaria Especial do Esporte e às nossas visões. Mostramos como temos ajustado tudo por aqui e fizemos um convite para que ele venha ao Brasil assim que for possível", disse o secretário adjunto André Alves.

Diretoria de Comunicação - Ministério da Cidadania