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Jogo Limpo

Política antidopagem e ações contra as drogas no futebol são discutidas em webinar do Programa Integra Brasil

Com o tema “Jogo Limpo”, encontro virtual teve a participação de representantes da Confederação Brasileira de Futebol e do Santos Futebol Clube
Publicado em 15/07/2021 23h25 Atualizado em 16/07/2021 11h49

Na tarde desta quinta-feira (15.07), representantes dos ministérios da Cidadania e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos se reuniram virtualmente com porta-vozes do futebol nacional para debaterem ações antidrogas no esporte. Com o tema “Jogo Limpo”, o webinar é o terceiro encontro dos seis previstos para a 2° Jornada de Seminários do Programa Integra Brasil 2021.

“Jogar limpo é falar na promoção dos direitos humanos”, disse Viviane Petinelli, secretária executiva adjunta do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), abrindo o webinar. Foram discutidos assuntos como dopagem, educação e prevenção às drogas no futebol, além da utilização do esporte no combate ao uso de drogas e no auxílio à recuperação de dependentes químicos.

O secretário nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas do Ministério da Cidadania, Quirino Cordeiro, falou sobre a cooperação entre as pastas: “Temos buscado parcerias e integração com a Secretaria Especial do Esporte e as secretarias nacionais que cuidam da prevenção às drogas no contexto esportivo, assim como entidades de todo o Brasil, para que tenhamos ações mais efetivas na redução de demandas de drogas e na recuperação de dependentes químicos”.

Ressaltando a importância do futebol no cotidiano do brasileiro, a diretora do Departamento de Prevenção, Cuidados e Reinserção Social da Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas (Senapred), Cláudia Leite, avaliou o significado do esporte nas ações antidrogas. “O futebol, pela própria grandeza e força sobre a coletividade, tem papel muito importante quando tratamos da prevenção ao uso de álcool e de outras drogas, do acolhimento, do apoio, do cuidado, da reinserção social das pessoas com problemas decorrentes do uso e abuso de substâncias psicoativas. O futebol, inclusive, está presente na nova Política Nacional sobre Drogas”, ressaltou.

A política de antidopagem utilizada no Brasil foi abordada pelo coordenador da Comissão de Controle de Doping da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Fernando Solera. Ele detalhou o trabalho da entidade na fiscalização do uso de substâncias não permitidas. “O futebol é um esporte profissional de rendimento. Temos uma comissão médica e uma comissão de controle. Defender a antidopagem é defender a igualdade no esporte, a saúde e a ética dos atletas.”

O coordenador da CBF mostrou que o controle realizado no Brasil segue os parâmetros internacionais e que o país realiza mais testes do que entidades como UEFA, Conmebol e FIFA. “Não é de hoje que a CBF se preocupa com o jogo limpo. Agora, com o Integra Brasil e a parceria da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), juntos vamos baixar muito mais nossas estatísticas de atletas dopados”, afirmou. Neste período de pandemia, a CBF produziu guia especial de cuidados e orientações sobre medicamentos e equipamentos, como as máscaras, para que os atletas continuassem a se submeter aos testes antidoping e a disputar as competições com segurança.

Anthony Moreira, diretor técnico da ABCD, explicou como é feita a testagem antidoping dos atletas brasileiros. Ele falou sobre os procedimentos, o cuidado e a distribuição quantitativa e qualitativa dos testes, entre outros aspectos. “Não se trata somente de uma questão de padronização internacional do plano de conformidade que o Brasil segue, mas é também um requisito para participar de competições e receber competições aqui, para que nossa participação também seja vista como limpa e idônea.”

O diretor defendeu a educação como o principal fundamento da política antidrogas no futebol: “O passo mais importante na luta pelo jogo limpo é a educação. O segundo passo é esclarecer essa parte do controle para atletas e dirigentes melhor se prepararem”.

Ética no esporte

Convidado para enriquecer o debate e falar da prática nos campos, o médico do Santos Futebol Clube, Fábio Novi, descreveu como é feito o controle antidopagem do clube: “A equipe médica e de profissionais de apoio educa e auxilia os atletas de base e da equipe principal sobre o risco do uso de drogas ilícitas e da automedicação, assim como o uso de suplementos. Deixamos claro como essas ações prejudicam não só o jogo, mas também o jogador”. Ele ressaltou que a participação dos atletas é fundamental. “O antidoping é um direito do atleta, uma questão de ética no esporte. Muitos ligam para a equipe médica para se informar tanto sobre um remédio para dor de cabeça quanto uma pomada de tatuagem”, completa.

O secretário nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor, Ronaldo Lima, a secretária nacional da ABCD, Luisa Parente, o gerente executivo de Comunicação do Santos FC, Fábio Maradel, o presidente da Comissão Nacional de Médicos do Futebol, Jorge Pagura, e a consultora pedagógica das Seleções de Base da CBF, Eliane Paim, também participaram do webinar.

A série de encontros virtuais do programa federal Integra Brasil tem como objetivos promover debates sobre temas que permeiam o futebol e utilizar o esporte como catalizador na sensibilização e na defesa dos direitos humanos, além da ampliação do acesso e do alcance da prática esportiva no Brasil, alertando a população para perigos de práticas danosas, como o uso abusivo do álcool e os perigos do consumo de drogas.

O próximo encontro está marcado para 22 de julho, com o tema “Futebol na Escola”.

Diretoria de Comunicação – Ministério da Cidadania