Notícias

Cooperação

Live com ABCD e Comissão Desportiva Militar do Brasil debate ações em prol do Jogo Limpo e preparativos para as Olimpíadas

Presidente da CDMB aposta que Jogos de Tóquio serão imprevisíveis em função da pandemia, mas confia em número de atletas e pódios do Brasil próximo ao conquistado no Rio 2016
Publicado em 02/06/2021 20h15 Atualizado em 02/06/2021 23h45

“O mundo inteiro vai se surpreender com o fenômeno da pandemia em todas as modalidades”. É o que aposta o Major Brigadeiro Isaías, presidente da Comissão Desportiva Militar do Brasil (CDMB), que participou da Live da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), nesta quarta-feira (02.06). Com 63 nomes do Programa de Incorporação de Atletas de Alto Rendimento (PAAR), realizado em parceria com o Ministério da Cidadania, já classificados para os Jogos de Tóquio 2021, a expectativa das Forças Armadas é conquistar um número próximo de representantes e medalhas no Japão ao que foi obtido nos Jogos Rio 2016.

“Ainda há vagas sendo disputadas e estamos torcendo para chegar à mesma representatividade que tivemos nos Jogos Rio 2016. Teremos uma participação muito intensa dos atletas do programa e estamos otimistas tanto com o crescimento esportivo quanto com a possibilidade real de obter medalhas próximo ao número que tivemos nas Olimpíadas no Brasil”, projetou o Major Brigadeiro Isaías.

No entanto, ele ressalta que a Olimpíada, com início marcado para o dia 23 de julho, será única em função da pandemia do novo coronavírus. “Acho que nem na véspera da 2ª Guerra Mundial nós tivemos uma situação como essa. Teremos uma Olimpíada que, ao que tudo indica, não terá público, as delegações sofreram cortes acima de 50%, teremos atletas submetidos a testes repetidos, situações de confinamento, distanciamento dentro dos ginásios, alojamentos... O que isso afeta a cabeça dos atletas e suas performances? Vamos descobrir daqui a menos de dois meses”, analisou o presidente da CDMB.

 

A parceria com a ABCD também foi tema da Live. No início do ano, uma comitiva da Autoridade Brasileira visitou as instalações da Universidade da Força Aérea (Unifa), do Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan) e da Escola de Educação Física do Exército (EsEFEX) acompanhada pelo presidente da CDMB e pelo vice-presidente da Comissão, coronel Leonardo.

“Essa parceria já tem história e funciona muito bem pela disciplina, organização e alcance que a CDMB tem. Nossas iniciativas são focadas na difusão de informações para a prevenção, um modelo que conseguimos realizar na antidopagem de forma mais profunda e perene. No controle de dopagem em si, a ABCD atua coforme a demanda da Comissão em eventos esportivos específicos no qual ela pode ser autoridade de coleta naquele momento e atender às exigências internacionais. A partir da visita que fizemos, pudemos planificar as ações para este ano e os seguintes”, explicou Luisa Parente, secretária nacional da ABCD.

 “A antidopagem se insere totalmente nos valores que as Forças Armadas defendem, a integridade moral e física e a honestidade. São valores pétreos para as nossas organizações. Atuar junto à ABCD é a continuidade de uma parceria harmônica, profícua, que rende muito para os Ministérios da Cidadania e da Defesa. Receber a ABCD nas nossas instalações, nas palestras educacionais e lançamentos de competições é da máxima importância”, afirmou o presidente da CDMB, uma das entidades que aderiram à campanha Jogo Limpo, inclusive sendo certificada pela ABCD.

Os convidados ainda responderam às perguntas dos internautas. A secretária nacional da ABCD explicou que não há diferenças entre os procedimentos adotados para coleta e exame dos atletas militares. O Major Brigadeiro Isaías acrescentou que mesmo em modalidades exclusivas das competições militares, como orientação e paraquedismo, as regras antidopagem são as mesmas.

“Qualquer atleta, militar ou não, olímpico ou paralímpico, profissional ou não, de alto rendimento ou recreativo, esse último com ressalvas, está sujeito ao controle de dopagem. Portanto, pode ser testado em competição, fora de competição, em qualquer lugar ou tempo”, detalhou Luisa Parente, para em seguida destacar que a meta ideal é testar toda a delegação brasileira que irá embarcar para as Olimpíadas e Paralimpíadas. “O foco e inteligência de todas as Organizações Nacionais Antidopagem estão no pré-Jogos de Tóquio, estamos seguindo essa diretriz e o planejamento da Agência Mundial Antidopagem”, concluiu.

CDMB

A Comissão Desportiva Militar do Brasil foi criada em 1956 – completou 65 anos em 2021 - e integra o Departamento de Desporto Militar (DDM) do Ministério da Defesa. A entidade é quem faz o planejamento estratégico do desporto militar para as Forças Armadas, trabalhando junto às Comissões de Desportos da Marinha (CDM), do Exército (CDE) e da Aeronáutica (CDA).

Dentre outras atribuições, a CDMB é responsável pela implantação da política desportiva militar nas Forças Armadas, organização e direção das competições entre a Marinha, o Exército e a Aeronáutica, seleção de equipes para representação do Brasil nos eventos esportivos militares internacionais, contribuição para o aprimoramento técnico­ desportivo da sociedade brasileira como um todo e divulgação do desporto nacional.

O principal programa desenvolvido pelo Ministério da Defesa junto com as Forças Armadas, no âmbito esportivo, é o Programa de Incorporação de Atletas de Alto Rendimento (PAAR), que tem como objetivo reforçar as equipes desportivas militares nas diversas competições do CISM e também contribuir para o esforço olímpico nacional.

Diretoria de Comunicação – Ministério da Cidadania