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Jogo Limpo

ABCD persegue meta zero de dopagem nos Jogos de Tóquio

Live da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem teve como convidado secretário nacional de Paradesporto que também é técnico da seleção brasileira de vôlei sentado. Dentre outros temas ele detalhou preparação da equipe, uma das favoritas ao pódio
Publicado em 30/07/2021 21h04 Atualizado em 30/07/2021 21h10

A live da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) desta sexta-feira (30.07) debateu a meta zero de casos positivos nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020. “Essa é uma meta universal da política antidopagem e é desafiadora para todos os países”, destacou Luisa Parente secretária nacional da ABCD.

Treinador da seleção feminina de vôlei sentado do Brasil e secretário nacional do Paradesporto do Ministério da Cidadania, José Agtônio Guedes, foi o convidado da live. Ele revelou que a equipe passou por vários controles de dopagem no atual ciclo paralímpico e ressaltou a importância das ações educacionais em prol do Jogo Limpo.

“Para que a gente tenha uma competição justa é necessária a intervenção das Autoridades Nacionais de Controle de Dopagem. No ciclo de Tóquio, senti uma presença muito efetiva da ABCD. Enquanto treinador, recebi muitas visitas dos oficiais. As estratégias educativas da ABCD são muito importantes do ponto de vista da prevenção, para que os atletas não venham a utilizar algum tipo de substância proibida”, apontou José Agtônio.

“Os controles são feitos antes e durante as Olimpíadas e Paralimpíadas e os atletas sabem que podem ser testados em qualquer momento e lugar”, pontuou Luísa Parente. Ela explicou que há especificidades no paradesporto em relação aos procedimentos de coleta, mas que eles não deixam de seguir os padrões internacionais. “São permitidas adaptações, desde que não afete o sigilo, a integridade e a segurança da amostra biológica, seja de urina ou de sangue. As adaptações acontecem no ato da coleta e de forma alinhada entre oficiais e atletas”.

Confira a íntegra da live aqui

No caso do paratleta que faça uso contínuo de algum medicamento, ele deve solicitar a Autorização de Uso Terapêutico (AUT), assim como os atletas sem deficiência, pedido que será analisado por uma comissão composta por 21 médicos.

A secretária nacional da ABCD destacou ainda as ações de educação, por meio de capacitações constantes e de informações permanentemente atualizadas. Prova disso é que diversos cursos fornecidos pela plataforma educacional ADEL, da Agência Mundial Antidopagem (AMA-WADA), estão sendo traduzidos para o português. “Até o fim do ano teremos oito módulos disponíveis”, Luísa Parente.

Outras importantes fontes de informação são o Guia do Atleta sobre o Código Mundial Antidopagem, a lista de substâncias proibidas e diversos documentos que contribuem para a conscientização dos competidores estão disponíveis em português no site da ABCD. “Não existe dissociação entre esporte e Jogo Limpo”, afirmou.

Visibilidade

Criada em 2020, a Secretaria Nacional do Paradesporto se dedica a fomentar e incentivar a prática de esportes entre segmentos historicamente marginalizados, como portadores de transtornos do espectro autista. Pessoas com deficiências intelectuais também encontram raras chances de competir. “Cabe ao Governo Federal ser o grande fomentador e incentivador para ter, em nível nacional, organizações e eventos que possibilitem a prática esportiva a esses grupos que historicamente não participam de nada”, salientou José Agtônio. “Trabalhamos para tirar os paratletas da invisibilidade e ações como as estabelecidas pela ABCD contribuem para essa missão”, completou.

Bronze nos Jogos Rio 2016, a seleção feminina de vôlei sentado conquistou um resultado inédito na modalidade também em relação aos homens. O treinador se mostrou confiante na medalha da equipe brasileira, terceira no ranking mundial, e disse que as principais adversárias serão China, Estados Unidos e Rússia. As Paralimpíadas têm a abertura marcada para 24 de agosto.

Diretoria de Comunicação – Ministério da Cidadania