Política de Cuidados amplia parcerias para chegar a territórios de maior vulnerabilidade
Em balanço estratégico, secretária Joana Passos ressalta o papel dos Institutos Federais e do Programa Asas para o Futuro na construção de uma rede de apoio que conecta educação, cuidado e autonomia econômica

Aconteceu em Brasília, nos dias 28 e 29 de maio, a 2ª Reunião Ordinária do Comitê Estratégico da Política de Cuidados. O evento faz parte da agenda oficial do Governo do Brasil que, em 2025, publicou o Decreto nº 12.562 regulamentando a Lei nº 15.069/2024 e instituindo oficialmente o Plano Nacional de Cuidados.
O Plano reconhece a política de cuidados como uma política de Estado, com o objetivo de fomentar a corresponsabilização social entre homens e mulheres na provisão de cuidados. Com uma perspectiva estratégica e intersetorial, o Comitê reúne os ministérios das Mulheres, dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC); do Desenvolvimento e Assistência Social e Família e Combate à Fome (MDS). O evento reuniu, além de representantes do governo federal, representantes dos estados, dos municípios, do distrito federal e da sociedade civil.
De acordo com a secretária Nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados, Joana Passos, ao longo de 2025 a pasta das Mulheres celebrou parcerias importantes para que a política de cuidados pudesse chegar a territórios diversos do país.
“Nós atuamos este ano de 2026 a partir das parcerias que foram firmadas em 2025, especificamente com os Institutos Federais. Os institutos têm uma capilaridade bastante importante, porque chegam em territórios de grande vulnerabilidade. Então, para nós, essa estratégia de construir parcerias é fundamental”, afirmou.
Dentre as iniciativas apresentadas, a secretária ressaltou a importância do Programa Asas para o Futuro, que incentiva a participação de jovens mulheres entre 15 e 29 anos, nas áreas de ciência, tecnologia, engenharias e matemática.
O programa oferece cursos e oficinas profissionalizantes nos Institutos Federais, para mulheres em situação de vulnerabilidade, com apoio à inserção no mercado de trabalho, formação sociopolítica em direitos das mulheres, acompanhamento pedagógico e mentoria.
Cuidotecas
Como parte integrante da Política Nacional de Cuidados, em trabalho intersetorial, o Ministério das Mulheres (MMulheres), Ministério da Educação (MEC) e Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) estão implementando 375 cuidotecas, com abrangência distribuídas nas cinco regiões do país, em 25 estados e no Distrito Federal, e alcance a 204 municípios. Essa rede é ampliada a partir do investimento de mais de R$11 milhões do Ministério das Mulheres, R$20 milhões do MEC, e mais de R$23 milhões do MDS, para a instituição de cuidotecas em Institutos Federais, Universidades Federais e Estaduais.
Joana Passos destacou a relevância da implementação das cuidotecas, como estratégia para assegurar que jovens e mulheres não abandonem os estudos. “Para que a gente pudesse assegurar a permanência dessas jovens nesses cursos de qualificação, foram instaladas cuidotecas nos Institutos Federais. Essas meninas, em grande maioria, não concluíram a escolaridade. E as cuidotecas ajudam a promover a inserção dessas jovens no mercado de trabalho, pois evita que elas sejam egressas dos cursos”, reforçou.